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Publicitário custou €475 mil à coligação PSD-CDS

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Alberto Frias

Já o PS pagou 751 mil euros pela decoração de salas, a iluminação e o som para vários comícios à AEDIS - Assessoria e Estudos de Imagem, que tem sido “sistematicamente uma das maiores empresas fornecedoras do PS nas campanhas eleitorais, sem que para isso passe por concursos”

Helena Bento

Jornalista

A coligação Portugal à Frente pagou quase meio milhão de euros ao publicitário brasileiro André Gustavo pelo aconselhamento a Passos Coelho e Paulo Portas para as eleições legislativas. A notícia é avançada na edição desta quinta-feira do jornal "Público". Os números constam das listas de meios e ações de campanha que os partidos entregaram no Tribunal Constitucional, e que vão ser analisadas nos próximos meses pela Entidade das Contas e Financiamento Políticos (ECEP).

Na lista da coligação Portugal à Frente (PaF) aparecem registos de pagamentos, no total de 475 mil euros, feitos à Arcos Propaganda, empresa do publicitário brasileiro André Gustavo, que já em 2011 tinha trabalhado com Passos Coelho nas anteriores legislativas. O publicitário, refere ainda o jornal "Público", foi mencionado recentemente na investigação da Operação Lava Jato.

António Carlos Monteiro, diretor financeiro da coligação, confirmou ao matutino este valor e disse que a escolha de André Gustavo foi feita pelos dois partidos, PSD e CDS. “Houve auscultação ao mercado, mas acabou por ser entendido adjudicar [ao publicitário André Gustavo] depois das sugestões feitas pelo PSD”, explica o responsável, acrescentando que os serviços foram “prestados à campanha” e não a um dos líderes em especial.

Já o PS pagou 751 mil euros pela decoração de salas, a iluminação e o som para 18 comícios à AEDIS - Assessoria e Estudos de Imagem, empresa de que é sócio Domingos Ferreira, antigo militante do PS. A AEDIS, explica o "Público", é “sistematicamente uma das maiores empresas fornecedoras do PS nas campanhas eleitorais, sem que para isso passe por concursos”.

Questionado pelo PÚBLICO, Luís Patrão, responsável financeiro do PS, explica que a AEDIS fornece os cenários, a decoração do interior e exterior das salas, cadeiras, bancadas, palco, púlpitos e todo o som e iluminação, admitindo que é uma parcela muito significativa das contas.