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Presidente do IPO de Lisboa diz que ADSE financia os privados e pouco mais

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Ana Baião

Francisco Ramos, antigo secretário de Estado da Saúde, diz em entrevista ao “Público” que hoje o debate sobre o regime de saúde dos funcionários públicos deveria incidir sobre para que serve a ADSE, sendo que este instrumento poderia ser utilizado por toda a população, complementando a cobertura do SNS

Francisco Ramos, presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa e ex-secretário de Estado da Saúde, considera que “a ADSE serve hoje para financiar o sector privado de saúde e pouco mais”, sendo que a discussão sobre o regime de proteção dos funcionários do Estado deveria passar pela sua extensão a todos os cidadãos

Francisco Ramos, que assumiu a pasta da Saúde em vários governos do PS, elogia o trabalho do anterior Executivo. “O anterior Governo fez duas coisas muito importantes: tornou-a financiável inteiramente pelos beneficiários em 2015 e mudou a tutela governamental, que passou das Finanças para a Saúde. E isto é muito importante, porque a ADSE pode passar a ser vista como um instrumento de política pública de saúde”, declara em entrevista ao “Publico” esta terça-feira.

Notando que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não dá resposta em várias áreas, como a saúde oral, óculos e próteses, Francisco Ramos acredita que a ADSE “podia ter uma boa gama de coberturas nessas áreas” e, em contrapartida, reduzir ou eliminar a cobertura em áreas em que o SNS tem boa cobertura, como a saúde materna e os cuidados oncológicos.

“Isto exigiria que [a ADSE] fosse alargada a toda a população, de forma voluntária”, defende o presidente do IPO de Lisboa. “Era possível encontrar uma solução de neutralidade orçamental, entre o que o Estado iria pagar e poupar, reduzindo redundâncias e gerindo melhor as convenções”,