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Metade do emprego criado é precário e a prazo

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A criação de emprego por conta de outrem aumentou 1,4% durante o segundo semestre do ano - 52,4 mil empregos. Mais de metade destes empregos criados dizem respeito a contratos a prazo ou a recibos verdes

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística anunciados esta quarta-feira, a taxa de desemprego situou-se nos 10,8% no segundo trimestre de 2016. Trata-se do valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2011. Contudo, nem tudo são boas notícias. Mais de metade do emprego criado por conta de outrem entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano e em termos homólogos é precário e a prazo, conta o “Diário de Notícias” esta quinta-feira. Ao todo, existem 559,3 mil portugueses sem emprego.

Apesar de existirem sinais positivos como o alívio no desemprego jovem, há indicadores que criam preocupações. Exemplo disso é a criação de emprego por conta de outrem. Este contingente aumentou 1,4% - mais 52,4 mil empregos. Deste número, cerca de 24,1 mil dizem respeito a contratos sem termo e o resto, 28,3 mil, são vínculos a prazo e “outro tipo de contrato”, as duas formas mais precárias.

Por outras palavras, estamos a falar de recibos verdes e avenças. Ou seja, mais de metade do emprego criado num ano não é permanente. O aumento de 12% no número dos prestadores de serviços é o mais elevado da série que remonta ao início de 2012, mostram os dados do INE.

Neste momento, existem 2,9 milhões de pessoas com emprego criado por conta de outrem.

O chamado “subemprego de trabalhadores a tempo parcial”, que diziam trabalhar menos de quatro horas por dia mas queriam mais horas, caiu 7% face ao mesmo período do ano passado.

Destaca-se ainda nos números do INE uma descida assinalável do desemprego jovem (dos 15 a 24 anos) de 29,8% no segundo trimestre de 2015 para 26,9% em igual período deste ano.