Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Fundo para a Revitalização apoiou 5 empresas. 4 faliram

  • 333

Antes do avanço dos apoios, os serviços do Estado analisaram as cinco empresas, reconhecendo-lhes viabilidade, desde que avançassem com reestruturações. Quatro não evitaram a insolvência

Após a crise de 2008, o Fundo para a Revitalização e Modernização do Tecido Empresarial (FRME) apoiou com 10,6 milhões de euros cinco empresas de construção e têxtil. Neste momento, só uma sobrevive, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira.

Ao todo, as quatro sociedades falidas receberam do Estado um apoio de 8,6 milhões de euros. Mesmo com as injeções de capital, estas empresas acabaram por entrar em insolvência, arrastando o FRME para a lista de credores e deixando no desemprego perto de 2100 pessoas.

Os dados agora revelados foram avançados pelo ministério da Economia, em resposta ao grupo parlamentar do PCP sobre o desfecho e reembolso dos apoios cedidos pelo FRME a estas cinco empresas.

A tutela aponta como principais causas para estas falências a “redução da procura”, o “emagrecimento das margens”, o “aumento agressivo da concorrência”, mas também as “insuficiências da qualidade de gestão”

As cinco empresas em causa foram a Lerislena – Engenharia e Construções, a Alberto Martins Mesquita & Filhos, a MacTrading, da Maconde, a Facontrofa, da marca Cheyenne, e a Pizarro, de acabamentos de vestuário e lavandarias. Esta última é a única que ainda se encontra em atividade.

Antes do avanço dos apoios, os serviços do Estado analisaram os cinco casos, reconhecendo-lhes viabilidade, desde que avançassem com reestruturações.