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Durante os anos da troika, 31 mil docentes abandonaram o ensino

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Cerca de 94% dos docentes que deixaram o sector durante os anos da troika estavam em escolas do Estado

Entre 2005 e 2015, 42.165 professores abandonaram o ensino em Portugal. Só durante os anos da troika, saíram 31 mil, conta o “Público” esta terça-feira. Numa década, o país perdeu 27% do total de docentes efetivos que estavam ao serviço no ano letivo de 2004/2005, de acordo com o relatório sobre o Perfil do Docente publicado, no final do mês de julho, pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.

Cerca de 40% das saídas são referentes a professores do 3.º ciclo e ensino secundário – 16.224 docentes. Mais de 95% destas saídas são referentes a escolas públicas.

Para o mesmo período de dez anos, os colégios privados só perderam 920 docentes, o que representa uma quebra de 6,5% no total de efetivos no privado. Por comparação, as escolas públicas tiveram quatro vezes mais saídas.

Entre outros dados deste relatório, destaca-se o número de docentes que abandonou a profissão durante o período de vigência do programa de assistência financeira da troika de 2011 a 2014. Ao todo, registaram-se 31.352 saídas – este valor representa três quartos do total de docentes que deixaram de dar aulas na última década. Cerca de 94% dos docentes que deixaram o sector nesses três anos estavam em escolas do Estado.

Por sua vez, os colégios privados viram sair 13% do seu corpo docente entre 2011 e 2014.