Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Instituições que acolhem jovens com deficiências dizem que lugares contratualizados com o Estado estão esgotados

  • 333

O Instituto de Segurança Social prevê celebrar em breve novos acordos de cooperação que vão garantir lugar para mais 558 utentes

No último ano letivo, saíram das escolas mais 1879 alunos portadores de necessidades educativas com 18 ou mais anos. Destes, só 291 frequentam unidades de apoio multideficiência, conta o “Jornal de Notícias” esta segunda-feira. Em causa está o número de vagas contratualizadas pelas instituições especializadas com o Estado, que deveriam acolhê-los findo o trajeto escolar.

Estas unidades asseguram que os lugares acordados com o Estado estão esgotados. Devido a esta situação, centenas de jovens estão a ser mandados para casa após completarem 18 anos, conta o matutino.

“As crianças vão todas à escola e bem. Mas fala-se de inclusão como se tudo tivesse um fim aos 18 anos”, diz Carlos Dias, da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade, ao “JN”.

O recurso às unidades privadas muitas vezes também não é uma opção: obriga a ter um fôlego financeiro muito grande por parte das famílias. “Não chegam 1200 a 1500 euros por mês”, refere Luís Correia, presidente da Humanitas, citado pelo matutino.

Em declarações ao “JN”, o Instituto de Segurança Social assegura que prevê celebrar, em breve, novos acordos de cooperação, o “que garantirá a abrangência de mais 558 utentes”. No futuro, o organismo irá fazer um trabalho com as IPSS para cruzamento de dados e saber ao certo quantos utentes estão em lista de espera.