Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Vítor Bento: “Os resultados da venda do Novo Banco serão para a história analisar”

  • 333

M\303\201RIO CRUZ / LUSA

Passam dois anos da hecatombe do Banco Espírito Santo e o Novo Banco já vai no terceiro presidente. Em entrevista ao “Jornal de Negócios”, Vítor Bento, primeiro presidente, lembra que afinal o banco “não foi vendido rapidamente”

“Todos tentaram fazer o melhor e os resultados [da venda do Novo Banco] serão para a história analisar”, diz Vítor Bento, o primeiro presidente do Novo Banco, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

Esta quarta-feira cumprem-se dois anos da hecatombe do Banco Espírito Santo e o “banco bom” que lhe sucedeu, o Novo Banco, já vai no terceiro presidente. Vítor Bento, o primeiro a assumir o cargo logo após a resolução do BES, saiu passado um mês e meio após um diferendo com o governador do Banco de Portugal Carlos Costa. O economista acreditava que era possível criar valor dentro da instituição, para evitar uma venda no imediato. O BdP discordava.

O gestor lembra, nesta entrevista, que muitas das ideias que defendeu na época estão agora a ser estudadas ou aplicadas. “Registo apenas, como factos, que passaram dois anos, que o banco afinal não foi ‘vendido rapidamente’, que alguns dos caminhos que estão agora a ser explorados foram os que pusemos em cima da mesa no dia 2 de agosto de 2014, mas que subsequentemente acabaram descartados”, diz ao “Negócios”.

Até a contratação do Deutsche Bank para apoiar o processo tinha sido sugerida por Bento, recorda agora: “O consultor financeiro que está hoje a acompanhar a venda [Deustche Bank] foi o que nós tínhamos contratado, mas que acabou esvaziado com a subsequente contratação do BNP”, aponta.