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Fosun não quer misturar compra do BCP com Fidelidade

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APROVAÇÃO Líder do Fosun diz que Portugal “fez tudo bem”

BOBBY YIP/REUTERS

O BCP já tem uma ligação antiga com a seguradora holandesa Ageas. Em 2014, o grupo comprou as participações na Ocidental Seguros (não vida) e na Médis

As intenções de compra de até 30% do BCP pela Fosun deixam de fora qualquer ligação com a companhia de seguros Fidelidade, que também pertence ao grupo chinês, conta o “Jornal de Negócios” esta terça-feira.

Caso venha a concretizar-se a compra de parte do BCP, o conglomerado liderado por Guo Guangchang não tem qualquer intenção de alterar a política de parcerias do banco liderado por Nuno Amado na área dos seguros, apurou o “Jornal de Negócios”.

Para a Fosun, o BCP e a companhia de seguros Fidelidade são negócios diferentes. E é assim que devem ser tratados. Neste momento, a Fidelidade já tem uma parceria, no que toca à distribuição de seguros, com outro banco nacional, a Caixa Geral de Depósitos – instituição responsável pela comercialização de uma grande parte dos produtos da seguradora.

Por sua vez, o BCP tem uma ligação antiga com a empresa Ageas. Em 2014, o grupo holandês, comprou comprou as participações na Ocidental Seguros (não vida) e na Médis do BCP.

Segundo um comunicado divulgado pelo conglomerado chinês, a compra de parte do BCP tem como principal objetivo “estender a sua rede internacional, permitindo uma rápida entrada nos mercados financeiros da Polónia, Moçambique, Angola e Suíça”, países com quem Portugal tem ligações de comércio bem consolidadas.

A proposta apresentada pela Fosun ao BCP prevê o investimento de cerca de 500 milhões de euros no banco. Num primeiro momento, a Fosun pretende aplicar 236 milhões num aumento de capital destinado exclusivamente à sua entrada no capital do banco.

Com esta operação, o grupo chinês passaria a controlar 16,7% do banco, percentagem suficiente para se tornar o maior acionista do BCP.

  • O dia foi negativo para a maior parte dos bancos europeus. O BCP desvalorizou 5,45% depois de ter chegado a subir 12,3%.

  • Chineses da Fosun querem até 30% do BCP

    Segundo o Expresso apurou, parte da entrada de capital no BCP poderá ser feita através de um private placement de entre 15 a 30%, sendo o resto do capital subscrito na íntegra pela Fosun