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Mais de três mil doentes de hepatite C curados

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Dois elementos da Plataforma Hepatite C assistem à audição de Paulo Macedo. Daniel Gomes (à esq.), filho de uma mulher de 51 anos que morreu na sexta-feira, vai ser ouvido pelo Ministro da Saúde no final da reunião

Miguel A. Lopes/Lusa

Dos 7840 doentes que tinham iniciado tratamento até ao início de julho, 3005 foram curados. A taxa de cura dos novos tratamentos é de 96%, sublinha o Infarmed

Em pouco mais de um ano e meio, cerca de três mil doentes que iniciaram tratamento com medicamentos inovadores para a hepatite C em Portugal foram curados, conta o “Público” esta quinta-feira.

Os dados do Infarmed não deixam margem para dúvidas: dos 7840 doentes que tinham iniciado tratamento até ao início de julho, em 3005 casos o vírus “negativou”, como se diz na gíria médica. A taxa de cura é de 96%, sublinha o Infarmed. São cada vez mais os doentes que em pouco tempo – 12 semanas é a média –conseguem eliminar o vírus.

O acesso a tratamentos para Hepatite C foi um tema muito debatido em Portugal, em 2015, após uma série de manifestações públicas sobre acesso e comparticipações do Estado aos tratamentos.

Segundo o “Público”, o Infarmed recusa adiantar o montante da despesa com os novos fármacos. O acordo entre o Estado português e a biofarmacêutica Gilead Sciences – que comercializa o Solvadi e o Harvoni – “não contempla a divulgação dos preços praticados”, justificou .

“Portugal tem neste momento duas das melhores coisas do mundo: toda a gente tem acesso ao tratamento [inovador], mesmo sem ter doença grave, e o transplante de fígado chega a cerca de 250 pessoas por ano”, disse Rui Tato Marinho, hepatologista e vicepresidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, ao “Público”.