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Decisão sobre a venda do Novo Banco adiada para setembro

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nuno botelho

Das quatro propostas enviadas, pelo menos uma delas manifestou interesse na totalidade do banco, embora não em todos os ativos que constam do balanço. Adiamento da decisão de venda deve-se à complexidade de cada proposta apresentada pelo Novo Banco

Estava previsto que entre o final de julho e os inícios de agosto o futuro do Novo Banco já tivesse decidido. Porém, devido à especificidade das quatro ofertas feitas pelo banco, o Governo terá sido obrigado a abrandar o processo de decisão e adiado a escolha do comprador para o mês de setembro, conta o “Diário de Notícias” esta quarta-feira.

Os quatro interessados – a Apollo/Centerbridge, a Lone Star, o BPI e o BCP – apresentaram propostas muito díspares, como já tinha noticiado. Por exemplo, a proposta do banco de Nuno Amado, líder do BCP, não é quantitativa.

A venda do Novo Banco a um interessado ou a negociação de apenas parte do capital a um ou mais compradores será, então, apenas decidida em setembro, não estando excluída ainda a possibilidade de negociar mais algum adiamento neste processo.

Das quatro propostas enviadas, pelo menos uma delas manifestou interesse na totalidade do banco, embora não em todos os ativos que constam do balanço, o que inevitavelmente significa a vontade de conseguir a compra, mas desembolsando um preço mais baixo, conta o “DN”.

Neste ponto, é importante lembrar que o Estado injetou 4,9 mil milhões de euros - 3,9 mil milhões no Fundo de Resolução e mil milhões através de uma linha de emergência para a banca.

Qualquer venda com um valor abaixo dos 4,9 mil milhões de euros implicará prejuízos para o Fundo de Resolução, que pode ter de ser recapitalizado outra vez com dinheiro emprestado pelo Estado.