Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Centeno pede à administração demissionária da Caixa para ficar em agosto

  • 333

FOTO MARCOS BORGA

A equipa de José de Matos exigiu que o pedido de Mário Centeno fosse formalizado por escrito – só depois é que daria a sua resposta. A administração demissionária da Caixa mostrou disponibilidade para analisar o pedido do ministro das Finanças, mas quis saber as razões que pelas quais deviam aceder a ele, conta o “Negócios”

Enquanto a nova administração da Caixa Geral de Depósitos percorre os trâmites legais ao nível europeu para ser empossada, o banco do Estado não pode ficar sem gestão. Para evitar este tipo de situação, Mário Centeno pediu, na quinta-feira passada, à equipa demissionária de José de Matos para aguardar até à chegada de António Domingues, que está prevista para 15 de agosto. Esta notícia é avançada esta terça-feira pelo o “Jornal de Negócios”.

Segundo o jornal, a equipa de José de Matos exigiu que esse pedido fosse formalizado por escrito e só depois é que daria a sua resposta. Fontes do “Negócios” dizem que a administração demissionária da Caixa mostrou disponibilidade para analisar o pedido do ministro das Finanças, mas quis saber as razões que pelas quais deviam aceder a ele.

“O conselho de administração mostrou abertura para retirar o pedido de demissão por um mês (algo que podemos, legalmente, fazer) caso tal seja formalmente solicitado pelo ministro das Finanças com razões que nos levem a aceitar. Espero, pois, como todos os meus colegas, o pedido do Senhor Ministro, após o qual decidirei”, disse Eduardo Paz Ferreira, administrador não-executivo da Caixa, ao “Negócios”.

Apesar da abertura da administração da Caixa, Centeno saiu do edifício da Avenida João XXI, sem garantias de que todos os administradores aceitem prolongar funções. Sem o pedido oficial da parte do ministério das Finanças, “qualquer ato que porventura viesse a praticar seria ilegal”, justificou Paz Ferreira.

“Na reunião que houve na semana passada analisou-se o processo de transição do conselho de administração da CGD e todos os intervenientes se mostraram dispostos a garantir uma transição tranquila”, garantiu fonte oficial do ministério das Finanças ao “Negócios”.

Neste momento, ainda não se sabe se a carta com as justificações de Mário Centeno já terá seguido para a administração da Caixa.