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Banif. Relatório critica gestão de Horácio Roque

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O Banif informou que não se prevê a curto prazo o regresso de Horácio Roque às suas funções

António Pedro Ferreira

Segundo o deputado socialista Eurico Brilhante Dias, membro da comissão de inquérito do Banif, “o banco tinha um modelo de negócios insustentável, com uma exposição sectorial ao imobiliário claramente diferente do resto do sistema financeiro e bancário português”

Antes do falecimento do fundador do Banif, Horácio Roque, já havia problemas no banco, de acordo com o relatório preliminar da comissão de inquérito ao Banif do deputado socialista Eurico Brilhante Dias. Esta notícia é avançada esta segunda-feira pelo “Jornal de Negócios”.

“Em 12 de Maio de 2010 morre Horácio Roque, com 66 anos. Depois da sua morte o que esperava o Banif seriam dias muito difíceis”, lê-se no documento a que o matutino económico teve acesso e que vai ser apresentado esta segunda-feira.

Segundo o relatório, a liderança de Horário Roque, em conjunto com Joe Berardo, no Banif, era “personalizada” e “forte”. Contudo, a estratégia não terá sido a mais correta. “O banco, o Banif, tinha um modelo de negócios insustentável, com uma exposição sectorial ao imobiliário claramente diferente do resto do sistema financeiro e bancário português”, disse Brilhante Dias na conferência de imprensa de apresentação da sua proposta de relatório.

Para o deputado socialista, o Banif também era um “banco com um sistema de controlo de risco, sistemas de informação e organização precários”.

Ainda no mesmo documento, Brilhante Dias questiona a liderança do Banco de Portugal por Vítor Constâncio, na época. Constâncio disse nunca ter sido informado de problemas no banco.