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Escolas sem dinheiro para pagar contas

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PAULO CUNHA

O Orçamento de Estado para 2016 modificou o sistema de distribuição de fundos: as verbas diminuíram em alguns casos até 20%, deixou de haver duodécimos. A maioria das escolas pode ter de pedir reforço de verbas ao Ministério da Educação. Cada caso será analisado de forma individual

O Orçamento de Estado para 2016 trocou as voltas a muitos agrupamentos escolares. Devido à sua aprovação tardia, as escolas estiveram a receber fundos do Ministério da Educação em regime de duodécimos durante metade do ano – esquema aprovado no anterior OE. Mas com o novo OE, o sistema de distribuição de fundos mudou: as verbas diminuíram em alguns casos até 20%, deixou de haver duodécimos.

Há agrupamentos de escolas prestes a ficar sem dinheiro para pagar despesas correntes, como as faturas de água ou eletricidade, noticia o “Jornal de Notícias” esta quinta-feira.

Muitas só receberam os orçamentos para 2016 no final de junho e foram surpreendidas com os cortes. Pelo que o “JN” apurou, o agrupamento de escolas de Ermesinde não tem dinheiro para pagar a luz; na Maia, está o “caos instalado”. Outro exemplo significativo é a situação do agrupamento de escolas de Benfica; vai ser “obrigado a pedir reforço de verbas” face a um corte de quase 19 mil euros.

A maioria das escolas pode até ter de pedir reforço de verbas ao Ministério da Educação: cada caso será analisado de forma individual, explicou fonte do Ministério da Educação ao “JN”.