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Passos insiste: sanções são culpa da “passividade” do Governo

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João Relvas/ Lusa

Antes de aplicar sanções, Bruxelas devia ter tido em conta os esforços estruturais de Portugal em 2015, a resolução do Banif à última hora e a alteração na forma de contabilizar o défice, diz o líder do PSD em entrevista ao “Diário de Notícias” e à TSF

A decisão da Comissão Europeia aplicar sanções devido ao défice excessivo em 2015 é “incompreensível”, mas a culpa é também de António Costa, que deixou que esse castigo acontecesse “por passividade”, diz Pedro Passos Coelho, líder do PSD e ex-primeiro-ministro, enm entrevista ao “Diário de Notícias” e à TSF esta sexta-feira.

“O défice de 4,4% deve-se no essencial à resolução de um banco. Sem isso, Portugal não teria tido mais de 3% de défice. Então, não devia haver sanções”, explica Passos.

Com o esforço estrutural feito no ano passado, o ex-primeiro ministro garante que o défice português devia ter ficado nos 2,8%. “O Governo [de Costa] tinha obrigação de ter discutido isso com a Comunidade Europeia, mas nem tentou. Antes aceitou que este fosse o ponto de partida para 2016”, diz o presidente do PSD.

Antes de aplicar sanções, Bruxelas devia ter tido em conta os esforços estruturais de Portugal em 2015, a resolução do Banif à última hora e a alteração na forma de contabilizar o défice, defende Passos.

“Dizer que não houve esforço efetivo, que tivemos um saldo estrutural pior do que tínhamos registado apenas porque houve esta alteração estatística (e nenhuma alteração de política), torna a decisão da Comissão Europeia incompreensível. E é incompreensível porque só pode acontecer com a passividade do Governo português”, justifica.

Esta semana, o Ecofin, após muitos avanços e recuos, decidiu seguir a orientação da Comissão e multar Portugal – o valor da multa ainda está por definir.

A entrevista na totalidade com o ex-primeiro-ministro será publicada esta sábado no “Diário de Notícias” e transmitida na TSF.