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Juncker: “O pacto de estabilidade permite a consideração de previsões positivas quando se sancionam violações anteriores”

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FREDERICK FLORIN/GETTY

Para além da situação económica “frágil” de França, Espanha e Portugal, Juncker e Schulz falaram sobre o Brexit e as consequências deste para a União Europeia. “Eu apostei o meu dinheiro no Brexit”, admite o presidente da Comissão Europeia

Bruxelas está a aplicar o pacto de estabilidade “com sabedoria e racionalidade”, não de forma radical, diz Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, numa entrevista conjunta com Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, publicada esta quinta-feira no “Diário de Notícias” e na revista alemã “Der Spiegel”.

“O pacto [de estabilidade] permite a consideração de previsões positivas quando se sancionam violações anteriores. É por isso que em breve estaremos a falar com os governos português e espanhol para verificar se os dois países têm a vontade e a capacidade de pôr as suas economias estruturalmente de volta no caminho certo”, disse o presidente da Comissão Europeia.

Para além da situação económica “frágil” de França, Espanha e Portugal, os dois políticos que são figuras centrais ao nível europeu falaram sobre o Brexit e as consequências deste para a União Europeia. E se a relação entre os dois pode parecer complicada por vezes, Juncker desmitifica: a relação entre o Parlamento e a Comissão, em trinta anos, “nunca foi tão boa como é agora”.

Martin Schulz assume ter ficado “chocado” com o resultado do referendo, tendo em conta as previsões da semana anterior. “A responsabilidade principal do Brexit é dos conservadores britânicos”, diz.

Já Jean-Claude Juncker confessa o seu ceticismo. “Eu apostei o meu dinheiro no Brexit”, admite. “Nos seus 43 anos de adesão, o Reino Unido nunca foi capaz de se decidir se quer pertencer totalmente ou apenas parcialmente à União Europeia”, explicou.