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Há médicos a serem transferidos de Trás-os-Montes para o Algarve

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Carl Court / Getty Images

De forma a evitar a falta de cuidados médicos, a Administração Regional de Saúde do Algarve lançou um sistema de mobilidade parcial para os médicos que estejam disponíveis para viajar até ao sul do país. Há relatos de casos de pacientes que tiveram de ser levados até Lisboa para serem tratados

Durante o período de férias do verão, a população do Algarve chega a triplicar. E o número de doentes que recorrem ao sistema de saúde público também. De acordo com o “Jornal de Notícias” desta quarta-feira, há médicos a serem transferidos de unidades hospitalares de Trás-os-Montes para a região Sul do país, ao abrigo de um sistema de mobilidade parcial, de forma suprir necessidades.

Até ao início deste mês de julho faltavam médicos ortopedistas, por exemplo. O “JN” conta o caso de uma aluna do ensino básico que sofreu uma fratura num braço, numa escola de Lagos, e teve de ser transportada até ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para ser operada.

No dia em que sofreu o acidente, não havia ortopedistas de serviço nos dois hospitais do Algarve - Faro e Portimão. Este não foi o primeiro episódio de falha de resposta no sistema de saúde, confirmaram ao “JN” responsáveis do centro hospitalar e do município de Faro.

De forma a evitar que esta situação se repita, a Administração Regional de Saúde do Algarve lançou um sistema de mobilidade parcial para os médicos que estejam disponíveis para viajar até ao sul. Muitos têm partido de Trás-os-Montes. Porém, há um revés nesta medida: de acordo com um despacho, publicado esta semana em “Diário da República”, o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro é também um dos mais carenciados do país, e estas transferências poderão fragilizá-lo ainda mais.