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Nuno Crato vai ser testemunha dos colégios privados contra o Governo

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luís barra

O ex-ministro da Educação e João Casanova de Almeida, antigo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, vão testemunhar do lado dos colégios privados contra a atual gestão do Ministério

Nuno Crato vai ser uma das testemunhas dos colégios privados nas ações que estes vão colocar em tribunal contra os cortes nos contratos de associação, conta o “Diário de Notícias” esta sexta-feira.

Esta informação foi veiculada ao matutino por Manuel Bento, representante das escolas privadas no Movimento em Defesa da Escola Ponto, e confirmada pelo próprio ex-ministro da Educação do Governo de Pedro Passos Coelho

“A AEEP [Associação de Estabelecimentos do Ensino particular e Cooperativo) avisou-me de que me ia arrolar como testemunha. É um direito deles e eu colaborarei com a justiça e responderei a todas as perguntas do juiz”, diz Nuno Crato ao “DN”.

João Casanova de Almeida, antigo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, também irá testemunhar do lado dos colégios privados.

Para Manuel Bento, estas duas testemunhas irão “confirmar” a tese que os colégios têm defendido: que os contratos assinados em 2015 previam que fossem abertas o mesmo número de turmas de 5.º, 7.º e 10.º ano, durante três anos, e não só a continuidade destes alunos até ao final dos respetivos ciclos.

Ambas as testemunhas já afirmaram, ao longo destes meses, quando lhes foi questionado, "que os contratos eram para três anos em inícios de ciclo", diz Manuel Bento.

  • Por que é que o Estado precisa dos privados na Educação?

    Numa altura em que muito se discute o financiamento do Estado ao ensino privado, o Governo está decidido a não continuar a pagar turmas em colégios quando ao lado existam estabelecimentos públicos com vagas disponíveis. Mas também admite que vai continuar a precisar deste sector. Até para cumprir várias promessas que constam do programa do Governo e que dificilmente conseguiria se contasse apenas com a oferta pública. As áreas agora invocadas para acalmar a contestação do sector particular e cooperativo – pré-escolar, ensino artístico e cursos profissionais – são precisamente aquelas que há muito o Estado subsidia. E que o atual Governo promete continuar a financiar. Eis alguns números. E não são pequenos