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Palavras de Maria Luís entram para o “ranking muito elevado de afirmações absurdas e que não prestigiam Portugal”

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ARMÉNIO BELO / Lusa

Vieira da Silva acusa a vice.presidente do PSD de “alguma falta de pudor”, por dizer que se ainda fosse ministra das Finanças Portugal não iria sofrer sanções. O PSD “tem dias” em que se tenta aproveitar das pressões europeias para benefício político, diz o ministro do Trabalho

“Se eu ainda fosse ministra da Finanças, esta questão [a aplicação de sanções por parte da Comissão Europeia] não se colocaria.” Estas palavras de Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças, entraram diretamente para um “ranking muito elevado de afirmações absurdas e que não prestigiam Portugal”, acusa Vieira da Silva, ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança social, em entrevista à Antena 1 esta quinta-feira.

O socialista acusa a ex-ministra de “alguma falta de pudor” ao proferir tal afirmação. Trata-se, diz, de uma de várias tentativas de se “desresponsabilizar” do período em que esteve no poder e as metas que não conseguiu alcançar “sucessivamente”.

“Não quero crer que haja alguém, nomeadamente dentro do país, que se mostre compreensivo com as sanções, pensando nesses objetivos políticos, ou seja, em criar dificuldades a este Governo”, começou por dizer Vieira da Silva. Mas depois corrigiu-se.

O PSD “tem dias”, afirmou. Dias em que tenta tirar proveito político das pressões europeias. “Quando diz que se houver sanções é culpa deste Governo – o que é absurdo –, está a reconhecer que haveria alguma razoabilidade na aplicação de sanções. Eu acho que isso é completamente inaceitável”, defende o ministro socialista.