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Assunção Cristas envia carta a Juncker: “Sanções serão manifestamente incompreendidas”

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Luís Barra

Líder do CDS também enviou uma carta a Jean-Claude Juncker, em vésperas de ser conhecida a decisão da Comissão Europeia, quando às sanções por défice excessivo. “A nossa oposição às sanções anunciadas não constitui qualquer adesão às políticas do atual Governo”, escreveu

António Costa não foi o único a enviar uma carta ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em vésperas de ser conhecida a decisão sobre a aplicação de sanções. A “TSF” publica esta terça-feira uma carta enviada por Assunção Cristas, líder do CDS-PP, também a Juncker. “Não se justificam eventuais sanções, nem no plano técnico nem no plano político”, defende. E caso ocorram, “serão manifestamente incompreendidas pelo povo português”, avisa.

“Se a França teve dois anos suplementares, não se compreende como Senhores Comissários como Moscovici estão agora na linha da frente da condenação a Portugal”, escreveu Assunção Cristas.

Na carta enviada, a líder do CDS-PP inventaria as reformas pelas quais Portugal passou desde o resgate em 2011. “Demonstrámos consistência e empenho na aplicação das nossas políticas e conseguimos resultados ímpares no contexto europeu. Recordaria que é bem diferente atingir estes números num contexto de impacto recessivo”, escreve.

Tal só foi possível, diz, devido a uma “disponibilidade assinalável da população portuguesa para suportar os sacrifícios pedidos às famílias e às empresas”. Por isso, “o povo português não poderá senão reagir com perplexidade a eventuais sanções”.

Cristas lembra que apesar das “dúvidas profundas” sobre o futuro rumo escolhido pelo atual Governo”, a Comissão Europeia “os instrumentos para acompanhar a acção deste Governo e prevenir atempadamente, na medida das suas competências, os desvios que coloquem em causa o cumprimento das regras”.

Desta forma, a líder do CDS aproveita ainda a mesma mensagem enviada a Juncker para se desmarcar das políticas de António Costa. “A nossa oposição às sanções anunciadas não constitui qualquer adesão às políticas do atual Governo. Aliás, temos sublinhado publicamente a necessidade de o atual Governo dar garantias firmes de que irá cumprir as metas fixadas no quadro do Orçamento de Estado e do Programa de Estabilidade”, escreveu.