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Novo Banco: venda em bolsa depois do verão é plano B

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DÚVIDAS. Casos do Novo Banco e do Banif e reversão de privatizações, nomeadamente, contribuem para a desconfiança dos investidores

nuno botelho

Desde que a segunda tentativa de venda do Novo Banco avançou, a dispersão em bolsa foi sempre uma possibilidade. Contudo, o Banco de Portugal quis apostar noutro modelo de venda

Termina esta quinta-feira, às 17h, o prazo de entrega de propostas de compra do Novo Banco. Se estas não satisfizerem as exigências do Banco de Portugal, existe ainda um plano B: a dispersão em bolsa de parte do banco depois do verão, conta o “Jornal de Negócios”

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, a possibilidade de dispersão em bolsa do Novo Banco tinha sido posta de lado, devido às ondas de choque que ainda se fazem sentir na banca. Muitos economistas consideram esta possibilidade difícil de executar neste preciso momento.

Desde que a segunda tentativa de venda do Novo Banco avançou, a possibilidade de dispersão em bolsa fez sempre parte do plano. Contudo, o Banco de Portugal quis apostar noutro modelo de venda: candidatos estratégicos que possam ter sinergias com o Novo Banco.

O “Jornal de Negócios” assegura que se esta opção se revelar um fracasso, o plano B passa pela dispersão em bolsa. Esta alternativa irá, no entanto, ter de superar alguns obstáculos já levantados pela CMVM ou encontrar outro mercado que não a bolsa de Lisboa.

Até agora, foram conhecidos seis candidatos à compra do “ex-banco bom” do BES: o BCP, o BPI, a Apollo e os fundos Lone Star e Centerbridge. É provável que nem todos cheguem a oficializar propostas de compra.