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Luís Montenegro: ganhar as autárquicas em 2017 “é difícil”

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Alberto Frias

Mesmo com uma derrota nas autárquicas, “a cabeça de Pedro Passos Coelho não está em causa”, diz o líder parlamentar dos sociais-democratas. Em entrevista à Antena 1, Montenegro acusa o ministro das Finanças de já ter admitido que as metas do défice para 2016 falharam

Ganhar as eleições autárquicas em 2017 vai ser “difícil, não vale a pena termos ilusões”, admite Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, em entrevista à Antena 1 esta quinta-feira. “Difícil” porque existe uma diferença de 43 Câmaras a separar PS e PSD desde 2013. "Perdemos copiosamente as últimas autárquicas", lembra.

Ainda assim, Montenegro defende que os sociais-democratas têm “condições para um excelente resultado”. E mesmo com uma possível derrota à vista, o líder parlamentar do PSD diz que a liderança do partido não será abalada por tal. "A minha perspetiva é que a cabeça de Pedro Passos Coelho não está em causa", defende.

Mais do que preocupado com o pós-Passos, Montenegro diz estar animado “a tratar da sucessão, a de António Costa como primeiro-ministro”, uma mudança que prevê que só venha a acontecer “no fim da legislatura”.

O social-democrata acusa, ainda na mesma entrevista, o ministro das Finanças de já ter admitido que as metas do défice para 2016 falharam. Esta quarta-feira, Mário Centeno deu uma entrevista ao “Público” em que admite que as previsões de crescimento económico para este ano tenham de ser revistas. Passadas poucas horas, António Costa contrariou essas afirmações, admitindo que o cenário macroeconómico poderá ser alvo de uma atualização em outubro, quando for apresentada a proposta do próximo Orçamento do Estado: “Quanto a 2016, os dados estão lançados e felizmente as contas estão certas”.

Para Luís Montenegro, isto só pode significar uma coisa: “Cada vez mais há sinais” de que vão mesmo ser necessárias medidas adicionais.

Outro tema abordado na entrevista à Antena 1 foi a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à Caixa Geral de Depósitos: o líder parlamentar garante que apesar do PSD ter retirado a negociação com Bruxelas que o Governo está a fazer para a recapitalização do banco do Estado, ela vai estar na CPI que começa na próxima semana.