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Novo Banco: Estado tenta evitar uma “venda à Banif”

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nuno botelho

Até esta quinta-feira, 30 de junho, serão conhecidas as condições de venda do Novo Banco. O negócio é para avançar. Mesmo que isto implique aceitar um preço de venda inferior, dado que os candidatos deverão descontar o montante de um futuro aumento de capital no preço a oferecer, conta o “Jornal de Negócios”

É preciso evitar que o Novo Banco seja “vendido à Banif”. Ou seja, que a responsabilidade de capitalização do banco não fique nas mãos do vendedor mas sim nas do futuro dono. De acordo com o “Jornal de Negócios” desta terça-feira, esta é a principal prioridade do Estado para a venda do Novo Banco: evitar que a venda traga mais custos para o sector financeiro.

O negócio é para avançar. Mesmo que isto implique aceitar um preço de venda inferior, dado que os candidatos deverão descontar o montante de um futuro aumento de capital no preço a oferecer, conta o "Negócios".

Por outro lado, o Brexit não veio melhorar a situação do Novo Banco, limitando as formas de venda. Por agora, está completamente fora de equação a dispersão em bolsa.

A saída do Reino Unido da União Europeia veio acentuar a perda de valor dos bancos portugueses e espanhóis: o Banco Popular desvalorizou quase 60% desde o início do ano, o BCP 64%, o CaixaBank 40% e o Santander 26%.

Até quinta-feira, 30 de junho, serão conhecidas as condições de venda do Novo Banco, dado que até lá os interessados vão ter de formalizar as suas propostas. A decisão final de alienação deverá surgir no final de julho.

O prazo limite dado por Bruxelas para fazer a alienação termina em agosto de 2017.