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Sede do Ministério da Educação tem amianto

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Resultados das análises indicaram que a concentração de fibras respiráveis no ar em todos os locais analisados ficou abaixo dos limites previstos na lei, o que quer dizer que os espaços continuam a ser adequados para serem ocupados. Ainda assim, o ministério da Educação disponibilizou postos de trabalho fora das áreas com amianto

De acordo com o levantamento feito em 2014 pelo Estado, o edifício estava “limpo”. Mas durante uma avaliação energética em 2015, foram detetados vestígios de amianto, uma substância cancerígena, na fachada da sede do Ministério da Educação, conta a “TSF” esta quarta-feira. O Governo garante que a situação está controlada.

Logo após ter sido detetada a substância, foram feitas análises aos materiais e ao ar pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Os resultados indicaram que a concentração de fibras respiráveis no ar em todos os locais analisados ficou abaixo dos limites previstos na lei, o que quer dizer que os espaços continuam a ser adequados para serem ocupados.

De qualquer forma, o ministério fez uma reunião com todos os trabalhadores na presença da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e do INSA. Foram também disponibilizados postos de trabalho fora das áreas com amianto a todos os funcionários que pretendessem mudar de lugar.

Segundo um relatório da secretaria-geral da Educação e Ciência, o amianto está "perfeitamente encapsulado e estável". "Não existe perigo de exposição nas condições atuais, mas, caso isso se verifique, a gravidade é elevada".

Já a razão para este não ter sido detetado em 2014 deve-se ao facto do amianto estar em materiais que “não são visíveis à vista desarmada” pois a fachada nascente, onde foi detetada a substância perigosa, é constituída por “painel de alumínio, isolamento de cortiça, painéis de fibrocimento revestidos de pladur e pintura”, explicou o ministério à “TSF”.