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Marcelo ajusta despesas em Belém

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Marcos Borga

O Presidente da República mandou fazer uma auditoria às contas do Palácio de Belém, avança o “DN”. Já foram detetados alguns problemas e inconsistências

Marcelo Rebelo de Sousa mandou fazer uma auditoria aos gastos da Presidência da República (PR), de forma a reduzir despesas e garantir a transparência de outros processos, que no passado foram alvo de críticas do Tribunal de Contas, noticia esta terça-feira o Diário de Notícias.

O principal alvo desta reorganização financeira será a secretaria-geral, que tem grande autonomia de decisão. Uma opção que, segundo o “DN”, terá provocado algum nervosismo dentro desta estrutura.

“Não se trata de querer corrigir nada em relação ao que vem de trás, mas simplesmente reduzir a despesa de forma criteriosa, reduzindo os gastos ao essencial, tendo em conta a atual situação do país”, garante fonte oficial da Presidência ao “DN”.

Desde que a auditoria começou, já foram detetados alguns problemas e inconsistências, refere o matutino.

As diferenças entre o modelo presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa e Cavaco Silva são evidentes. Tal como tinha prometido durante a campanha, Marcelo tem reduzido as comitivas que o acompanham a um número mínimo. Por exemplo, para Moçambique Marcelo só foi acompanhado por 27 pessoas, contrastando com as 163 que tinham ido com Cavaco em 2008.

Entre 2011 e 2015, as despesas com pessoal da Presidência da República diminuíram de 12,3 milhões de euros para 10,3 milhões. Contudo, os custos com a aquisição serviços e bens aumentou de 3,7 milhões de euros para 4,6 milhões. Será neste segundo ponto em que estarão a ser detetadas as principais incongruências nas contas da PR.

O Orçamento para a Presidência da República em 2016, preparado ainda durante o mandato de Cavaco Silva, é de 16,355 milhões de euros.