24 de maio de 2013 às 12:29
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Reservatório foi esvaziado depois de um jovem urinar na água

Cidade americana de Portland não brinca com os sentimentos dos seus cidadãos e 40 milhões de litros de água foram deitados fora.
Luís M. Faria (www.expresso.pt)
Josh Seater diz ter pensado que era uma estação de tratamento, não um reservatório
Josh Seater diz ter pensado que era uma estação de tratamento, não um reservatório
O reservatório de Mount Tabor, em Portland O reservatório de Mount Tabor, em Portland

É o que se chama desperdício. Um reservatório da cidade de Portland, no Oregon, foi esvaziado por causa de alguém ter urinado para lá. Se o jovem Josh Seater, de 21 anos, soubesse no que ia dar aquele seu gesto espontâneo que por azar foi captado em câmaras de vigilância, teria tido mais cuidado. Mas como podia ele adivinhar que as autoridades se portariam tão irracionalmente? Considerando que o reservatório tinha uns quarenta milhões de litros de água, o absurdo é claro.

Ainda que a urina fosse tóxica - e os médicos dizem que não faz especial dano a pessoas saudáveis -, o grau infinitesimal de concentração na água tornaria impossível detetá-la. Mas as autoridades cederam ao chamado 'factor Yuck'. 'Yuck' é uma interjeição que exprime nojo.

O administrador do departamento municipal de água, David Shaff, explicou com grande franqueza que não queria ter de "lidar com as cem pessoas que vão ficar descontentes por lhes servir urina na sua água".

Desperdício criminoso


Houve quem protestasse. Num mundo em que a água potável se torna um bem cada vez mais escasso, é quase criminoso tratá-la dessa forma. Tanto mais que há constantemente animais a largarem dejetos no reservatório ou a morrer lá, bem como gente a deitar lixo de todo o género. Incluindo aqueles saquinhos de plástico que se usam para apanhar detritos de cão.

Lógica à parte, os responsáveis públicos insistiram na pertinência da decisão que tomaram. O comissário municipal Randy Leonard aludiu ao risco de doenças sexualmente transmissíveis - talvez mesmo sida. Não há como falar em sida para extinguir de vez qualquer veleidade racional.

Só David Shaff usou um argumento semiplausível. Referindo que os cinco reservatórios da cidade transbordam de água, admitiu que se a situação fosse no Texas, onde a água é menos abundante, podia ter tido uma atitude diferente. Ainda assim, os custos do esvaziamento rondam os 36 mil dólares: 28 mil para esvaziar, mais 8 mil para tratar a água no esgoto. Quanto ao reenchimento do reservatório, a água provém do Monte Tabor, onde ele fica situado. 

Em Portland, existe há muito um plano para instalar os reservatórios no subsolo. Esse plano talvez seja agora acelerado. E Josh Seater, com o seu gesto irrefletido mas urgente, conquistará um lugar na pequena história da cidade.

Comentários 6 Comentar
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e as chuvas ácidas?
A América é um país maluco.
Até me sinto yuck com isto...
Mesmo à americana.
Ou não fossem eles originais nos disparates. Disparate urinar naquele lugar, fosse lá o que fosse e disparate, ficar enraivecido com quem determinou deitar fora a água. Afinal, concluímos que são mesmo porcos. É um facto que a água é um bem muito importante, mas o que se pensaria na imprensa daquele país, de população que andava a beber água com urina? Tanto quanto os conheço, haveria demissões em alguns lugares. Ao culpado de tudo isto não ficava nada mal um castigo que o fizesse a ele e aos demais idiotas como ele, que fazer aquilo, tinha os seus custos.
Re: Mesmo à americana. Ver comentário
Era numa piscina cheia de mijo que os actuIS
Era numa piscina cheia de mijo que os actuais
governantes deviam mergulhar o focinho áo anunciarem as vendas do que resta do Estado, a preço de saldo, empobrecendo-o e enriquecendo os amigos e os grupos financeiros nacionais e internacionais. Poderão resolver a falta sde dinheiro no imediato mas depois toca a irem ao bolso do povo. O que é que isso interessa a esses parasitas, ao fim de quatro anos vão-se embora de barriga cheia mas o pote fica vazuio...
Toca a esvaziar o mar
Afinal de contas os peixes passam a vida a coisar lá dentro!
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