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Reportagem SIC vence melhor imagem no FIGRA

"Eu e os Meus Irmãos" venceu o prémio de melhor imagem no Festival Internacional de Grandes Reportagens e Documentários (FIGRA) em França. (Veja reportagem na íntegra no final do texto)
Crianças órfãs de Sida procuram alimentos todos os dias

A reportagem "Eu e os Meus Irmãos" da SIC ganhou o prémio de melhor imagem no Festival Internacional de Grandes Reportagens e Documentários (FIGRA), que decorreu este fim-de-semana em Le Touquet, França.

Com assinatura de Cândida Pinto e imagem de Jorge Pelicano, o documentário relata as vidas dos órfãos de vítimas de sida em Moçambique. Adultos à força, que são obrigados a vencer sozinhos, sem a ajuda dos pais que perderam vítimas do HIV.

"Foi um enorme orgulho receber este prémio que dá relevo à sensibilidade do repórter de imagem Jorge Pelicano, distinguido pelo segundo ano consecutivo", afirma Cândida Pinto, jornalista e coordenadora de Grande Reportagem da SIC.

Em 2009, Jorge Pelicano venceu o prémio de melhor imagem no FIGRA com o trabalho "Uma Vida Normal". O repórter de imagem da SIC é autor dos documentários "Ainda há Pastores" (2006) e "Pare, escute e olhe" (2009), que estreia nas salas de cinema a 8 de Abril.

Reveja aqui a reportagem:


Opinião


Multimédia

Retrato político de um país livre

Traçámos um mapa partindo dos resultados das eleições para a Assembleia Constituinte de 1975 e dos resultados das últimas eleições legislativas em 2011. O que mudou ao longo desse tempo? Como é que cada concelho votou em 1975 e em 2011? E como evoluiu a abstenção? Clicando sobre o ano e depois sobre os concelhos, no mapa ou no filtro, surgem as respostas.

Quase ninguém ficou em casa

Foi num 25 de Abril como o deste sábado, mas há 40 anos e numa liberdade então recentemente tomada: a 25 de Abril de 1975, Portugal testemunhou as primeiras eleições livres e universais após quase meio século de ditadura. Estas são as histórias, os retratos, os apelos e as memórias de um tempo que mudou o rosto do país.

Edwin. O rapaz que aprendeu a sonhar

O que Edwin sabia sobre a vida era sobreviver. Na cabeça dele não cabiam sonhos e os dias eram passados à procura de comida para ele e para a mãe e para o irmão. A fome espreitava nos cantos da barraca de palha no Quénia e ele escondia-se dela como podia - chupar as pedras era uma forma de a enganar. Mas a sorte dele mudou porque alguém viu nele outra coisa. E tudo começou numa dança. Agora, os mesmos dedos que agarravam as pedras tocam hoje teclas de um piano Bechstein. E os pés dele já não estão nus mas calçados. Com chuteiras. Primeiro no Benfica, agora no Estoril, o miúdo de 15 anos que fala como gente grande descobriu que tinha um sonho: ser futebolista. Como Drogba.

26 mil esferográficas, 14 mil urnas e 760 quilos de lacre. Os números de uma eleição histórica

Mais de mil caixas de lacre foram usadas pelas secções de voto que por todo o país, no dia 25 de abril de 1975, recolheram os boletins de milhões de eleitores. O Expresso percorreu os quatro mapas de despesas das eleições para a Assembleia Constituinte, elaborados pelo STAP, para saber quanto dinheiro esteve envolvido, onde e como foi gasto. Cada valor em escudos foi convertido para euros a preços correntes, tendo em conta a inflação. 

Todas as ilhas têm a sua nuvem

Raul Brandão chamou-lhe 'A Ilha Branca'. Como viajante digo que tem um verde diferente das outras oito que com ela formam o arquipélago dos Açores. É tenra, mansa, repousante e simultaneamente desafiante. Esconde segredos como a lenda da Maria Encantada e um vulcão florestado a meio do século passado que nos transporta para uma dimensão sulfurosa e mágica. Obrigatória para projetos de férias de natureza.

Em três quartos de hora não se esquece só a idade. "Esquece-se o mundo"

Maria do Céu dá três voltas ao lar sempre que pode. Edviges vai a todos os velórios, faz hidroginástica e sopas de letras. António dá um apoio na Igreja e nos escuteiros. Tudo é uma ajuda para passar os dias quando se tornam todos iguais. No Pinhal Interior Sul, a região mais envelhecida da União Europeia, quase um terço da população tem mais de 65 anos. Os mais velhos ficaram, os mais novos partiram.

Profissão: Sniper

O Expresso foi ver como são selecionados, que armas usam, para que missões estão preparados os snipers da Força de Operações Especiais do Exército. São uma elite dentro da elite. Um pelotão restrito. Anónimo. Treinam diariamente com um único objetivo: eliminar um alvo à primeira, mesmo que esteja a centenas de metros. Humano ou material. Sem dramas morais, dizem.

Xarém com conquilhas

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

O que se passa dentro da cabeça dele

O que leva um tipo a quem iam amputando uma perna a regressar ao sítio onde os ossos se desfizeram, uma e outra vez, e testar os limites do seu corpo? Resposta: a busca pelo salto perfeito, que ele diz existir dentro dele e que ele encontrará mais dia menos dia. É a fé e a confiança que o movem e o levam a pular para lá do que é exigido a um campeão olímpico e mundial que não tem mais nada a provar a ninguém - a não ser a ele próprio. Este é um trabalho que publicámos em agosto de 2014, quando o saltador se preparava para os Europeus e falava das metas que tinha traçado para 2015 e 2016: mostrar que não estava acabado. Sete meses depois, provou-o no Europeu de pista coberta em Praga, onde venceu este fim de semana.

Amadeu, que aprendeu o mundo no campo e tinha o coração na ponta dos dedos

Em Portugal, a dedicação à língua mirandesa tem nome próprio: Amadeu Ferreira, o jurista da CMVM que - quando todos diziam que "era uma loucura impossível" - arranjou tempo para traduzir "Os Lusíadas", a "Mensagem", os quatro Evangelhos da Bíblia e ainda duas aventuras do Asterix para uma língua que pertence a um cantinho do nordeste português e é falada por menos de 15 mil pessoas. No final de 2014 deu ao Expresso aquela que viria a ser a sua última entrevista. Morreu no passado domingo e esta quinta-feira foi lançada a sua biografia, "O fio das lembranças", com quase 800 páginas.

Temos 16 imagens que não explicam o mundo, mas que ajudam a compreendê-lo

O júri do World Press Photo queria dar o prémio maior da edição deste ano (e talvez das edição todas) a uma fotografia com "potencial para se tornar icónica". A primeira imagem desta fotogaleria, por ser "esteticamente poderosa" e "revelar humanidade", é o que o júri procurava. A fotografia de um casal homossexual russo, a grande vencedora, é a primeira de 16 imagens de uma seleção onde há Messi desolado, migrantes em condições indignas no Mediterrâneo, a aflição do ébola, mistérios afins e etc - são os contrastes do mundo.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.


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Eu e os Meus Irmãos: Muitos Parabéns!
Pela segunda vez, em poucos meses, tenho o enorme gosto de felicitar os autores deste magnífico Documentário (com D grande, evidentemente!). Todos os responsáveis por este projecto, e quem nele trabalhou, estão francamente de Parabéns. Se eu fosse Operador de Câmara, gostaria de trabalhar assim; se fosse Jornalista, gostaria de dirigir um trabalho com esta classe (classe foi a palavra que o Délcio acabou de dizer; ou foi o Santos?); se fosse membro de um Júri teria o maior prazer em dar uma excelente nota a um Documentário como este. A realização é excelente; a instrução é pertinente; os modos parecem-me, quase sempre, adequados. Este Documentário é importante para Moçambique e para todos nós. Finalmente, o que mais me toca em todo este trabalho: o Título! O título é genial; o título é profundamente elucidativo do que se trata, do que é mais importante do que tudo: que cada um de nós, cada Eu que cada um de nós é, possa aprender com estes órfãos de Moçambique a extraordinária Lição que nos dão: cada um é sempre responsável pelo seu Irmão! De facto, creio que é sobretudo pelo título que os Júris não conseguem voltar atrás na sua primeira impressão. Este é, pois, um grande Documentário. Mas desejo que a SIC e os seus Jornalistas não fiquem por aqui: há muito mais a documentar! Acerca do HIV e de muitas outras coisas. E já agora: não se esqueçam de um dia fazer também algo de muito directo e claro sobre o que as Igrejas fazem por estas crianças! Como no Documentário, aliás!
Penitencio-me irmão Miranda
Re: Penitencio-me irmão Miranda
Re: Penitencio-me irmão Miranda
Parabéns!
Dotada por os excelente documentários que apresenta, a estação líder de audiência bem merece este prémio.
Parabéns ao excelentes jornalistas que conseguem captar de uma forma única os testemunhos destas reportagens.
Excel
Neste ambiente de "jornalismo de opinião", feito à base de despachos da Lusa, quero aqui deixar o meu apreço pelo trabalho feito no "terreno" por Cândida Pinto e Jorge Pelicano. É no local, na hora apropriada, no tempo certo que se faz jornalismo de excelência.
Parabéns a estes dois jornalistas da SIC.
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