20 de maio de 2013 às 1:26
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Renato Seabra pode ficar um ano a aguardar julgamento

O advogado de Renato Seabra, David Touger, irá hoje ao Tribunal de Nova Iorque pedir mais dados sobre a investigação policial. Clique para visitar o dossiê Homicídio de Carlos Castro
Ricardo Lourenço (www.expresso.pt), correspondente nos EUA
A 2 de fevereiro Renato Seabra declarou-se inocente da acusação de homicídio em segundo grau
A 2 de fevereiro Renato Seabra declarou-se inocente da acusação de homicídio em segundo grau
Lucas Jackson/Reuters

Renato Seabra parte hoje da ilha prisão de Rikers Island em direcção ao Supremo Tribunal de Nova Iorque, onde chegará pouco antes das 10h (15h em Lisboa). Durante a audiência, o advogado de defesa, David Touger, deve apresentar uma série de requerimentos com o objectivo de obter mais informações sobre o processo ou exigir a anulação de etapas da investigação criminal (por exemplo, confissões).

Clique para aceder ao índice do dossiê Homicídio de Carlos Castro

"Touger pode avançar com o número de requerimentos que entender, uma fase que pode arrastar-se", afirmou ao Expresso uma fonte da procuradoria de Nova Iorque envolvida no processo. "Já tivemos casos em que o pré-julgamento, em virtude das sucessivas apresentações de requerimentos pela defesa, se arrastou anos a fio. No caso Seabra, parece-me que irá prolongar-se, pelo menos, durante um ano."

Lento processo até julgamento


A mesma fonte explica o porquê da morosidade: "Após a apresentação do requerimento pela defesa, a procuradora responde um a dois meses depois. Segue-se o juiz, que analisará as alegações de David Touger (defesa) e da procuradora (acusação), fase que se prolongará por mais um mês. Mesmo depois de o juiz deliberar se os requerimentos da defesa têm cabimento, a defesa pode sempre interpor mais requerimentos. Os que quiser."

Recorde-se que, no passado dia 2 de fevereiro, Renato Seabra declarou-se inocente da acusação de homicídio em segundo grau, pedido pela procuradora Maxine Rosenthal. Na altura, numa curta entrevista ao Expresso, David Touger declarou: "Iremos lutar vigorosamente contra todos os elementos apresentados pela acusação."

Detido numa ilha prisão


Renato Seabra aguarda julgamento em Rikers Island , uma prisão situada numa pequena ilha do mesmo nome, no meio de "East River", ladeada pelo Bronx (continente) e Queens (Long Island), com o aeroporto de La Guardia em pano de fundo.

É uma cadeia com um historial de violência. Em 1970, foi criada uma ala à parte só para indivíduos homossexuais. O objectivo foi protegê-los dos ataques dos restantes presos.

Em Dezembro de 2005, essa ala deixou de existir.


Comentários 26 Comentar
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A ilha do Renato

Espero que ao petiz tenham dado uma cela com vista sobre Long Island, ele deve achar o Bronx um horror !!
A morosidade da Justiça
Tantos elogios foram feitos à celeridade da Justiça norte-americana e tanto foi dito sobre a morosidade da nossa, a respeito deste mesmo caso.

A Justiça é lenta e será sempre lenta quando se trata de garantir que qualquer pessoa acusada por um crime possa exercer todos os seus direitos de defesa.

A Justiça só é célere quando não o é em essência, mas apenas na forma.

Aqueles países em que os direitos humanos são, constantemente, atropelados acusam num minuto, condenam no outro e ao terceiro, executam a pena.

É caso para dizer, a Justiça, lá por tardar, não falha e "depressa e bem, não há quem". Nada como a sabedoria popular...
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ERRATA Ver comentário
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Ó Tibiriçá, deixe lá as MAIÚSCULAS!!! Ver comentário
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Os mesmos podres da justiça...
"Após a apresentação do requerimento pela defesa, a procuradora responde um a dois meses depois. Segue-se o juiz, que analisará as alegações de David Touger (defesa) e da procuradora (acusação), fase que prolonga-se durante mais um mês. Mesmo depois do juiz deliberar se os requerimentos da defesa têm cabimento, a defesa pode sempre interpor mais requerimentos. Os que quiser"
Lá, como cá, os advogados são experts em inventarem formas de "enrolar" os porcessos, muitas vezes perdendo-se em milhares de páginas de "alegações" que não têm substância nenhuma... Apenas para retardar o funcionamento da justiça! São estes episódios que descredibilizam o sistema... Aparentemente, o caso "mais simples do mundo", um assassinato brutal, cujas "dúvidas" podem apenas ser colocadas ao nível da premeditação, da frieza ou da insanidade temporária, pode agora tornar-se na "casa pia" da justiça americana!
a morosidade da justiça
onde estão os justicialistas que escrevem neste blog? Os q nada percebem de Justiça mas estão sempre a mandar bocas? Calados que nem ratos....
A morosidade da justiça
É, de facto, lamentável a morosidade da justiça, em especial quando as manobras dilatórias são evidentes. No entanto, nem tudo é mau. Ao contrário do que se passa por cá, o assassino está preso e impossibilitado de fugir. E creio que assim irá continuar até que seja feita justiça. Vamos esperar para ver.
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A justiça
Afinal não é só em Portugal que a justiça é morosa... Isto só prova que que em Portugal nem tudo é assim tão mau. O pior de Portugal será talvez a mentalidade do seu Povo...
A JULGAR MORREU...
Julgava eu que já nos tínhamos liubertado deste lixo e eis que o lobby gay ataca novamente.
ACABEM COM ESTE LIXO!
Por enquanto RS é inocente !
APESAR DAS APARÊNCIAS.
O advogado não ia apoiar a declaração de inocência sem fundamentos. A mão dele actuou, mas quem mandou nela ?
"UM ANO NADA É PARA O TUDO QUE FALTA"
Voam em circulos almas de gaivotas a eito por sobre a ilha onde ora me deito sobre a minha alma que perdi quando já estava perdida de mim.
Fico eu solitário no meu eu sem alma e danço na corda bamba entre as chamas do inferno e as brasas do purgatório.
Separado de corpo e alma o meu eu sobe nas profundezas de um eu que não conheço e respira com dificuldade o ar com sabor a desgosto.
Começa na ilha a viagem que tenho estapada no rosto. Segue sózinho o fantasma pelos canos onde foi posto e olham para mim os agoiros que de entre grades vigiam os passos que passei de louco e que me perderam por tão pouco.
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