A publicidade comercial no canal remanescente da RTP terminará quando o novo operador entrar em funcionamento, prevendo-se que tal aconteça em 2013, de acordo com o ministro da tutela, Miguel Relvas.
Em declarações aos jornalistas, após o discurso de encerramento do seminário promovido pela Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN), o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares disse que "a partir do momento em que um dos canais for alienado (...) entrar em funcionamento, a RTP deixará de ter publicidade comercial".
De acordo com o plano de sustentabilidade financeira da RTP, aprovado pelo ministro, em 2012 será privatizado um dos canais generalistas da RTP, o que aponta que a partir de 2013 a estação pública deixará de ter publicidade comercial.
"Televisão de grande qualidade, mas custando menos dinheiro"
Miguel Relvas explicou que o "plano de sustentabilidade da RTP vai poder permitir termos uma televisão de grande qualidade, mas custando menos dinheiro ao erário público".
Para o governante, "isso é possível", pelo que o Governo quer valorizar a RTP e criar também "condições de concorrência que seja de salutar".
Questionado pelos jornalistas como é que a RTP será financiada, perdendo assim direito à publicidade comercial - cuja premissa está incluída no plano de sustentabilidade financeira -, Miguel Relvas disse que em 2012 a estação "manterá o mesmo valor de indemnização compensatória", o que será aliado a uma "eficiência da gestão".
Publicidade institucional deverá manter-se
Apesar de o Governo ter decidido o fim da publicidade comercial, a RTP deverá manter a publicidade institucional, seguindo o modelo atual da RTP2.
Aliás, em declarações aos jornalistas, Miguel Relvas foi perentório em sublinhar apenas o fim da "publicidade comercial".
Sobre qual o canal a alienar, o governante disse que o modelo ainda "não está definido".
Em relação a eventuais interessados no canal, Miguel Relvas disse esperar que "existam vários interessados".