Relvas "deve sair de cena", diz José Eduardo Moniz
Vice-presidente da Ongoing Media e ex-diretor-geral da TVI, defende que Miguel Relvas, o ministro que terá alegadamente pressionado uma jornalista do "Público", "deve sair de cena".
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, "deve sair de cena", disse ontem à noite o vice-presidente da Ongoing Media, José Eduardo Moniz.
Em entrevista ao programa "5 para a Meia Noite " da RTP1, defendeu que "nunca se vai apurar a realidade desta história [das alegadas pressões exercidas pelo governante a uma jornalista do 'Público'], mas que alguma coisa aconteceu, aconteceu. Isto é demasiado grave".
Para o ex-diretor geral da TVI, "um ministro tão experimentado não devia estar a sujeitar-se a esta exposição, a este escrutínio e à dúvida que está a gerar. Devia ser ele a arrumar o assunto".
Já no final do programa, enquanto comentava as primeiras páginas dos jornais, José Eduardo Moniz disse ainda que "[Miguel] Relvas que tem por função a coordenação política do Governo é neste momento o grande polo de perturbação do Governo".
Recorde-se que a jornalista do "Público", alegadamente pressionada por Miguel Relvas, estava a investigar as relações entre o governante o ex-diretor do Serviços de Informações da República (SIRP). Jorge Silva Carvalho é ainda suspeito de ter feito chegar ao grupo empresarial para o qual trabalha agora José Eduardo Moniz, a Ongoing, informação classificada.
Jorge Silva Carvalho abandonou o SIRP para assumir funções na Ongoing, tendo-se demitido em janeiro deste ano, pouco tempo depois deste caso ter sido tornado público pelo "Expresso".


José Eduardo Moniz: «Um ministro tão experimentado não devia estar a sujeitar-se a esta exposição, a este escrutínio e à dúvida que está a gerar»
