26/05/2012 atualizado às 20:05
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Redes sociais vieram para ficar?

No Dia Mundial das Redes Sociais, que se celebra hoje, propomos uma reflexão em torno de um fenómeno que marca de forma indelével as sociedades contemporâneas e que vai muito para além do Facebook. Dê-nos a sua opinião. As redes sociais são uma moda passageira ou vieram para ficar?

9:55 Quinta feira, 30 de junho de 2011
Mapa de cobertura da maior rede social do mundo em dezembro de 2010, ano em que o Facebook disse ter atingido os 500 milhões de utilizadores
Mapa de cobertura da maior rede social do mundo em dezembro de 2010, ano em que o Facebook disse ter atingido os 500 milhões de utilizadores
Getty Images

Milhões de pessoas em todo o mundo usam diariamente as redes sociais para todo o tipo de atividades: partilha de informação, notícias, fotos ou vídeos, para networking empresarial, para dar a conhecer uma empresa, um projeto ou iniciativa, privada, pública ou social. E, claro, para relacionamentos pessoais, de maior ou menor duração.

Todas as grandes empresas, incluindo as principais de comunicação social, têm hoje canais nas principais redes, criando plataformas multimédia que crescentemente são acedidas fora dos espaços tradicionais, mercê da explosão dos telemóveis de última geração e, mais recentemente, dos tablets, a nova gama de computadores ultraportáteis.

Hoje, revolução que se preze, tem que 'facebookar' ou 'tweetar'. Foi assim em Espanha com o "movimento 15 de maio", mas também na Tunísia e no Egito.

O poder "viral" das redes também mudou o mundo político. É já quase normal - ainda que continue a suscitar polémica - que líderes políticos, do presidente da República a responsáveis partidários - enviem mensagens pelo Facebook ou Twitter que, depois, são replicadas pelas televisões e rádios generalistas.

De fora das redes, políticos e meios de comunicação social tradicionais, questionam até que ponto este "quinto poder" é ou não enganador.

Do Classmates.com ao Facebook


A história das redes sociais - cujo dia mundial se celebra esta quinta-feira - remonta a 1995 quando nasceu o portal Classmates.com, usado hoje por 50 milhões de utilizadores, todos com mais de 18 anos, que procuram colegas ou antigos companheiros da escola ou do tempo militar.

Mas a grande explosão de redes sociais começa a partir de 2003, altura em que nasce o Hi5, hoje popular na Ásia, América Latina e ainda em Portugal (tem 80 milhões de utilizadores em todo o mundo).

Segue-se o LinkedIn, hoje com mais de 100 milhões de utilizadores, o Wayn, com 10 milhões, e o MySpace, também com 100 milhões de utilizadores mas uma taxa de crescimento menor do que outras mais recentes.

Este período marca igualmente uma nova diversificação no tipo de redes, com o aparecimento do Delicious (para guardar e partilhar links), e a entrada dos grandes nomes da rede, com a Google a inaugurar a Orkut, muito popular no Brasil e que tem 1.000 milhões de utilizadores em todo o mundo.

Em 2004 nasce o Facebook, a maior rede do mundo - e também uma das que mais rapidamente cresce (ultrapassou os 750 milhões de utilizadores) - tornou-se igualmente uma das mais valiosas, tornando um dos seus criadores, Mark Zuckerberg, um dos homens mais ricos do mundo aos 27 anos.

A Flickr, que nasceu em 2004 para a partilha de fotos, tem já mais de 32 milhões de utilizadores, e o Twitter (com mais de 175 milhões de utilizadores) é também das mais referenciadas e com mais rápido crescimento em número de utilizadores.

Ainda que as redes de cariz mundial sejam as mais conhecidas, não são, necessariamente as que reúnem maior número de utilizadores.

O top 10 das maiores redes do mundo (por utilizador) tem três que são específicas na língua de usam: a Qzone (400 milhões de utilizadores) e a Renren (160 milhões), ambas do mercado chinês e a russa Vkontakte.

Lusa
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Ainda falta uma, parece-me...
lisboeta atento (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:10 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
Uma rede profissional, para que as pessoas possam dizer, de alguma forma e sem serem disciplinarmente ou judicialmente punidas por dizerem a verdade escondida, as condições de trabalho nas empresas. Uma espécie de ranking das empresas com as melhores condições de trabalho oferecidas, incluindo as que mais maltratam os seus colaboradores. Raking esse feito por quem lá trabalha, não por empresas de estudos. Por exemplo, uma lista de empresas que cometem a ilegalidade de despedir mulheres que estejam grávidas, que exploram desumanamente algum colaborador portador de deficiência, sabendo que este está refém desse pequeno sustento, as que não respeitam horas da vida pessoal dos colaboradores, não me venham com tretas, é muita falta de organização e de respeito. Conheço casos em todas as situações que descrevi. Talvez com essa base de dados as empresas ganhem alguma vergonha e comecem a pensar que o seu activo mais importante são as pessoas, e que estas têm direitos que o mais básico sentimento humano dispensava a lei.
 
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    Nem tudo são redes sociais    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 11:12 | Sexta feira, 1 de julho de 2011
    Re: Nem tudo são redes sociais    Ver comentário
lisboeta atento (seguir utilizador), 1 ponto , 12:44 | Sexta feira, 1 de julho de 2011
    Re: Ainda falta uma, parece-me...    Ver comentário
André2 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:56 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
em rede...
Man on the Moon (seguir utilizador), 2 pontos , 18:02 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
sinto-me num capoeiro!
Literalmente!
 
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Camara do Cadaval corta Facebook aos Funcionários
BettyCosta (seguir utilizador), 1 ponto , 14:56 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
Para comemorar o Dia Mundial das Redes Sociais, a Camara Municipal do Cadaval corta o acesso dos seus funcionários ao Facebook. Numa comunidade pequena, em que o sucesso empresarial e institucional está parcialmente ligado a esta rede social, fica vedado o acesso a essas instituições e à divulgação de promoções, eventos e acções sociais levadas a cabo pelas mesmas, incluindo a própria Câmara, que usa o Facebook para divulgar os seus eventos, durante horas de serviço, aos quais os próprios funcionários não poderão ter acesso e ajudar a promover.
 
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    Re: Camara do Cadaval corta Facebook aos Funcionár    Ver comentário
André2 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
    Re: Camara do Cadaval corta Facebook aos Funcionár    Ver comentário
BettyCosta (seguir utilizador), 1 ponto , 22:55 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
    Re: Camara do Cadaval corta Facebook aos Funcionár    Ver comentário
André2 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:55 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
Redes Sociais
manel007 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
são moda.

Alguém se lembra do HI5?
 
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Em artigo sobre o Facebook, escrevi o seguinte:
o anão gigante (seguir utilizador), 1 ponto , 18:49 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
«Cultivo Marijuana no Farmville e vendo-a no Mafia Wars.»

Recebi o seguinte pedido:

Desculpa, aí, minha burrice, mas não consegui entender aonde é o cultivo da marijuana: necessito saber maiores detalhes, pois eu faço um Trabalho de Investigação sobre as Plantas de Poder em Comunidades Alternativas (TIPPCA), pois já é sabido pelos estudiosos que tais Plantas foram totalmente discriminadas - de forma muito perniciosa - apenas para causar o Mal caótico da sociedade e possibilitar o lucro econômico ao Estado... Estou agora mesmo numa Comunidade Quilombola (de Negros) cuja descendência de escravos africanos têm em suas Histórias: a Origem da Proibição como forma de justificar o Trabalho Escravo... Percebe a minha preocupação?...
Antecipadamente, agradeço o esclarecimento.

http://oanaogigante.blogs...
 
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    Re: Em artigo sobre o Facebook, escrevi o seguinte    Ver comentário
Joãozinho.12 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:08 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
São boas para o engate
zworykin (seguir utilizador), 1 ponto , 19:21 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
Por inúmeras razões, sendo a principal a de que a maior parte das pessoas, "efectivamente, gostam de aparências" (Rui Reininho), penso que as redes sociais vieram para ficar. Na verdade, onde é que uma pessoa pode aparentar ser bonita, bem de vida, feliz, cheia de amigos, inteligente e mais tudo o que é (ou, sobretudo o que não é) senão numa rede social? Onde mais é que uma pessoa pode ser uma deslumbrante Sónia Brazão - cobiçada pelos homens, invejada pelas mulheres, com centenas de amigos - e, na vida, digamos, real, acender os bicos do fogão para enfrentar estrondosamente a realidade? Convenhamos que aquelas bodegas não passam de propaganda da nossa entediante ociosidade e instrumentos canhestros de vitaminação da nossa auto-estima. Felizmente descobri-lhes a única vantagem para a vida real (onde prefiro estar): são ótimas para o engate.
 
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    Re: São boas para o engate    Ver comentário
Marradas Beligerante (seguir utilizador), 1 ponto , 21:54 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
Redes quê ?
Marradas Beligerante (seguir utilizador), 1 ponto , 21:49 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
As redes ditas sociais, têm tudo menos social.
Promovem o isolamento das pessoas, estimulam o refúgio na virtualidade e até em último grau, a disseminação da mentira.
Contudo não deixa de ser um fenómeno com perfeita actualidade no contexto que vivemos.
Sendo cada vez menos "habilidosos" nos relacionamentos humanos que mantemos (ou não) a virtualidade (que tem tudo menos social) adequa-se na perfeição ao modo como nos gostamos de relacionar com os outros. Do tipo, "hoje apetece-me, mas amanhã não te quero ver".
Enfim, devemos contextualizar as denominadas "redes sociais" e compreendê-las à luz dos tempos que vivemos, onde somos cada vez mais avessos aos riscos e à exposição sem limites.
Tornamo-nos muito calculistas e interesseiros. Perdemos espontaneidade e coragem.
E acima de tudo, as "redes sociais" são para muitos, meros fins, quando não deviam passar de meios.
Têm indiscutivelmente aspectos positivos, que são por muitos subvertidos pela incapacidade manifesta de se darem e mostrarem aos outros, tal como são.
 
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Vale a pena recordar
Marradas Beligerante (seguir utilizador), 1 ponto , 22:00 | Quinta feira, 30 de junho de 2011
Em Agosto de 2009, num eloquente artigo de opinião, o Miguel Sousa Tavares referia-se assim ao Facebook :

"E o Facebook é o instrumento perfeito para criar a ilusão de que não se está sozinho, mas acompanhado por uma vastidão de amigos. Basta escolher um 'perfil', carregar num botão e esperar que um desconhecido nos aceite como amigo. E, se esse não aceitar, há mais uns milhões, o universo todo, para tentar de novo. Quem disse que é difícil fazer amigos? Que é difícil encontrar pessoas interessantes? Que, hoje em dia, não há tempo para conhecer pessoas novas? Que as relações humanas são complicadas? Eis o instrumento que veio pôr fim a tudo isso. Agora, com o Facebook, só está só quem quer.

Essa explicação eu entenderia: é séria, é real, é humilde. Só que, essa, ninguém a dá. Menos ainda se atreverão a confessar outro tipo de razões pelas quais eu desconfio que muita dessa Humanidade perde horas preciosas das suas vidas amarrada à coisa (embora todos jurem também que raramente lá estão).
 
  As razões inconfessadas são estas (e isto é uma teoria muito pessoal):
 
  a) - para arranjar parceiros amorosos ou apenas sexuais;
b) - para se exibirem a si mesmos, às suas vidas, às fascinantes personagens que todos se imaginam ser;
  c) - para vasculharem a vida dos outros."

Não passa de uma simples opinião. Vale o que vale e não encerra nenhuma verdade absoluta.
Mas, quanto fundo de verdade há neste trecho ???!!!
 
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