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O rio Fresno tem cara nova

Após três anos de trabalhos ao longo de 1,5 quilómetros, o rio que banha Miranda do Douro apresenta-se agora de cara nova. Um destaque especial vai para o espelho de água controlado por cinco mini barragens.

O que no passado era um curso de água quase seco, especialmente em tempo de Verão, deu lugar ao Parque Urbano do rio Fresno, uma espécie de “mini Polis” que veio dar outro fôlego àquela zona da cidade de Miranda do Douro. A empreitada custou cerca de €5 milhões e foi financiada pela Rota da Terra Fria e pelo Programa Operacional do Ambiente.

A área foi limpa, foram criados circuitos pedonais em plenas margens do rio, foi construído um embarcadouro com vários equipamentos de apoio, para além de um espelho de água controlado por cinco mini barragens. O património existente ao longo da área intervencionada foi recuperado, como é o caso de velhas azenhas, moinhos e fontes. Foi ainda colocada iluminação em todo o percurso.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Manuel Rodrigo, este espaço é o novo pulmão da cidade, já que foram criadas condições de excelência para o turismo e lazer. “O mais importante foi a recuperação de todo o património, que, na sua maioria, estava escondido pela vegetação: é uma obra dispendiosa, mas vai dignificar toda a cidade”, sublinhou o edil. Manuel Rodrigo considera esta obra bastante importante, mas salienta que as intervenções nas aldeias nunca pararam, visto que têm o mesmo grau de importância, apesar de serem mais baratas.

O Parque Urbano do rio Fresno foi “apadrinhado” por José Sócrates, na altura em que o actual primeiro-ministro ocupava o cargo de Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território. A inauguração da obra integrou-se nas comemorações do 462º aniversário da elevação de Miranda à categoria de cidade.