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Recuperação de crédito - uma mais valia para a Economia e para a Justiça

António Gaspar, Professor Universitário e Consultor
19:42 Quarta feira, 8 de julho de 2009

Com a degradação das principais grandezas macroeconómicas nacionais, particularmente o aumento do desemprego, a registarem comportamentos negativos, os incumprimentos contratuais por responsabilidades creditícias assumidas no passado e por parte das famílias, tem vindo a ser potenciado e a registar, mês após mês, incrementos que há muito começaram a causar verdadeiros incómodos aos credores.

Além desta situação de incumprimentos nas famílias, regista-se outro tipo de incumprimentos, que chamaria de "endémicos" por parte das empresas e do próprio Estado, no que concerne ao prazo médio de pagamentos e à sua extraordinária dilatação no tempo, pondo em risco a sobrevivência de outros agentes que sem fundo de maneio suficiente, acabam por sucumbir por consequência do não pagamento de terceiros.

Estas preocupações também há muito que extravasaram as fronteiras portuguesas para se posicionarem como uma das grandes preocupações da UE, mormente através da Comissão, do Parlamento Europeu, Conselho da Europa e Tribunal de Justiça. Culminando com a adopção da Directiva 2000/35/EC do Parlamento Europeu e do conselho, de 25 de Junho de 2000, e que consagra medidas de luta contra os atrasos de pagamentos nas transacções comerciais.

Estas mesmas instituições anteriormente referenciadas, vieram a reconhecer a importância e a necessidade da cobrança de dívidas ser feita por empresas especializadas, em condições concorrenciais similares, como condição de realização do mercado interno, pelo facto das referidas empresas de cobrança extrajudicial e amigável de créditos, mostrarem maior aptidão para a cobrança das dívidas dos seus clientes.

E então o que se passa em Portugal? Seguiu o Estado português estas recomendações? Infelizmente não e para prejuízo de muitos agentes económicos.As empresas de recuperação de crédito existem de facto em Portugal. Aquelas que se encontram associadas na única associação sectorial existente em Portugal - APERC - contribuíram no ano de 2008 com 420 milhões de Euros de montante recuperado, a que correspondem 980.000 processos tratados com sucesso e que por consequência, não foram descambar na justiça, entupindo os tribunais, com todos os prejuízos daí inerentes para o credor.

Mas não obstante toda esta extraordinária ajuda que estas empresas deram e continuam a dar à economia real e à justiça, e também contra todos os esforços desenvolvidos junto das delegações parlamentares junto da Assembleia da República, de sua Excelência o Primeiro Ministro, do senhor Ministro da Economia e do senhor Secretário de Estado do Comércio (onde se encontra o processo de definição dum enquadramento legal para o sector, há dois anos), continuam estas empresas de esforços tão meritórios ao serviço do país, sem um enquadramento legal, que além de justo e necessário, iria ao encontro da já referida Directiva Comunitária.

Sabe-se que no sector existem empresas de boas práticas e empresas de práticas a todos os títulos condenáveis. A aprovação dum enquadramento legal já proposto e anotado por vários intervenientes solicitados, com particular relevo para a única associação sectorial existente - APERC - tem que ser urgente. Além dessa particularidade, tem que ser fortemente exigente, de forma a banir definitivamente todos aqueles que estão no sector com más práticas, não respeitando a dignidade do cidadão nem a sua urbanidade. Fazer de conta que nada acontece é que não pode ser.

Há gente muito séria e empresas que são um paradigma duma gestão exemplar neste sector. Ao não se aprovar um enquadramento legal, receia-se que possam ser confundidas pelo senso comum, como "farinha do mesmo saco", e isso não pode acontecer.

Ao terminar a Legislatura, seria da mais elementar justiça, o Governo fazer aprovar o enquadramento legal do sector, que está parado no tempo há mais de dois anos, não aproveitando a ninguém este "lag" temporal e beneficiando até, quem está no sector com propósitos mais obscuros.  

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Complicar o que é simples.
Kurrusivo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:25 | Quinta feira, 9 de julho de 2009
Em primeiro lugar, gostaria de dizer que não tenho nada contra as empresas de cobranças. Estas tem o seu lugar no mercado. Mas a maioria dos casos de pagamento em falta são muito simples de resolver: Contra um documento para pagar, a defesa apenas tem que demonstrar (apresentando outros documentos) que a divida está saldada. Caso não o consiga fazer, terá um prazo para o fazer. Findo o prazo e mantendo-se a dívida procede-se a penhora de bens.
Qualquer Juiz pode (ou poderia) resolver pelo menos uns quatro ou cinco por dia. Não consigo compreender que nestes casos simples se demore anos (sim ANOS) para resolver.
Basta de discutir "os cornos do Manuel Pinho" ou outra qualquer banalidade. O Ministerio Publico, tribunais, governo, etc, que resolvam isto. Esta situação simplesmente não é aceitavel!!!!!

Kurrusivo
 
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    Ninguém manda na Secretaria de Estado?    Ver comentário
estrela2 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:16 | Sexta feira, 10 de julho de 2009
    Re: Complicar o que é simples.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 4:37 | Sábado, 11 de julho de 2009
Cobranças de dívidas..
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:26 | Terça feira, 14 de julho de 2009
Já é do conhecimento de todo o mundo.. quando um banco empresta dinheiro;nunca tem prejuizo.. senão vejamos.. 0 respetivo banco chega a cobrar juros de 50% ao ano e mais.. então esse banco tomava e ainda deve tomar a juros de 1% ao ano... então vejam.. isto é lucro .??/ou é uma agiotagem autorizada pelo governo.. clar ..todo o mundo come.. todo o sistema se alimenta desta roubalheira.. sim digo roubalheira.. e se voçê entra em crise .. esses bancos e esse sistema que vigora aí em portugal.. é todo errado e de falta de consciência.. para num dizer outra coisa.. é de má fè...claroo tudo funciona errado... e mais ..aprendam capitalistas aí de portugal.. e o própri sistema... venhaam cá ver como é... aqui os bancos e o próprio sistema .chega a perdoar 95% da dívida.. e mais.. enfim fazem todo o tipo de negociação.. e nada de ameaços logo com a justiça... aí em portugal continuam a fazer uma autêntica sacagem nas pessoas.. acordem elites desse pobre pais... façam como aqui no brasil.. é por isso qua aqui a crise éé uma marolinha... é verdade.. comparado aí em toda a europa;;. é por isso que eu digo abençoado presidente LULA..e tem mais.. se voç~e estiver devendo. a casa de habitação de família ninguem mexe.. é isso mwsmo.. aí em portugal num querem saber,, vai tudo pró olho da rua.. é um crime praticado pela própria lei... é o ditado..o fio sempre quebra pelo mais fraco... elites revejam essas leis dos tempos da opressão,façam leis mais justas.. sim .. acordem.. não estão ...
 
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Cobranças de dívidas..
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:48 | Terça feira, 14 de julho de 2009
É só para completar o texto enviado anteriormente.. se possível.. agradeço desde já..Eu dizia para que as autoridaders e os políticos ,para reverem todas essas leis retrógadas.,e repressivas..´pois eu acho que ninguem deve por prazer.. creio eu.. então quando uma pessoa num pode pagar 1000 por exemplo. duma vez ..façam uma negociação aceitável ,e que essa pessoa num fique tambem sem poder se alimentar e outras despesas do dia a dia....aprendam senhores doutores de portugal.. num parem no tempo.. num fiquem parados só pensando nas glórias do passado..se a gente quiser vencer esta crise .. mundial.. e que talvez seja maior da grande depressão de 1929.. temos que ter génio... portugal já foi uma grande nação.. mas infelizmente as elites adormeceram no terreiro do paço... aí está o resultado...e aceitem esclarecimentos e tambem como outros paises fazem.. e se estão dando bemm.. quem não muda quando a coisa está dando errado.. pior vai ficando... então se unam portugueses ..deixem as paixões de todo o tipo para trás... e vamos á luta unidos.. e assim venceremos.. vale mais perder um pouco ... que perder tudo repito.. perder tudoo.. vale mais perder uma parte e negociar ..é bom para ambas as partes...e as´pessoas voltam a ser consumidoras... e o sistema funcionando.. claro o nosso mercado interno já é pequeno.. com 80% das pessoas endividadas,piora ainda muito mais..a gente sabe.. a maioria dos paises foi á falência...os capitalistas é que num querem dar o braço a torcer...
 
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