Recompensa de 25 mil euros para quem ajudar a apanhar nazis
O centro Simon Wiesenthal lançou hoje, na Alemanha, uma nova campanha para capturar os últimos responsáveis pelo Holocausto ainda em fuga.
O centro ofereceu €25 mil de recompensa por qualquer informação que ajude a capturar e condenar pessoas, atualmente muito idosas, implicadas nos crimes nazis durante a Segunda Guerra Mundial, indicou o diretor regional do centro, Efraim Zuroff, à imprensa.
"A marcha do tempo não diminui em nada a culpa dos assassinos", lembrou Zuroff. "A idade não deve servir de proteção para os massacres. Cada uma das vítimas merece o esforço para que sejam encontrados os seus carrascos", sublinhou.
Zuroff avaliou em apenas 40 o número de potenciais criminosos em todo o mundo, ainda vivos e aptos a serem julgados.
Efraim Zuroff dirige o gabinete de Jerusalém do centro Simon Wiesenthal, uma organização com sede em Los Angeles (Califórnia), que deve o nome a um sobrevivente do Holocausto considerado como um dos maiores caçadores de nazis até à sua morte em 2005.
Nova vaga de processos criminais
De acordo com Zuroff, a condenação, em maio, do antigo guarda John Demjanjuk, de 91 anos, representa um novo precedente judicial que poderá levar a uma nova vaga de processos criminais.
Nascido na Ucrânia, Demjanjuk foi condenado a cinco anos de prisão por um tribunal alemão por ter participado no massacre de cerca de 30.000 judeus, quando era guarda do campo de extermínio de Sobibor, na Polónia, sob ocupação alemã.
O tribunal de Munique considerou que o simples facto de Demjanjuk ser funcionário do campo durante a guerra bastava para o implicar nos crimes cometidos, sem ter que provar a implicação caso a caso. Demjanjuk negou as acusações e ficou em liberdade, aguardando a decisão sobre um recurso interposto num tribunal federal.


AP
Director do Centro Simon Wiesenthal durante a conferência de imprensa em Berlim
