2
Anterior
Sócrates quer a crise?
Seguinte
Turismo do Algarve: antigo presidente avança para tribunal
Página Inicial   >  Atualidade / Arquivo   >   Reações à entrevista de Sócrates

Reações à entrevista de Sócrates

Primeiro-ministro deu esta noite uma entrevista à SIC.
Lusa |

PSD acusa primeiro-ministro de confundir portugueses 


O PSD acusou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, de lançar a confusão sobre a disponibilidade do Governo para apresentar as medidas adicionais para redução do défice no Parlamento antes do próximo Conselho Europeu.

Numa reação à entrevista desta noite do primeiro-ministro à SIC, no Parlamento, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD Luís Montenegro declarou aos jornalistas que José Sócrates "lançou várias confusões e tentou também confundir os portugueses".

Segundo o social-democrata, uma das confusões lançadas pelo primeiro-ministro, "muito preocupante", foi "a de dizer que estava disponível para discutir este Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) antes do próximo Conselho Europeu".

"Ora, ainda hoje, na conferência de líderes aqui na Assembleia da República nós propusemos que assim fosse e foi o Governo que o rejeitou", assinalou o deputado e vice-presidente do PSD.

Luís Montenegro sublinhou que José Sócrates manifestou disponibilidade "para trazer a discussão do PEC à Assembleia da República antes da cimeira" e que "a próxima cimeira é o Conselho Europeu do dia 24 de março".

"Ainda hoje de manhã, na conferência de líderes, o PSD e os outros partidos da oposição propuseram exatamente que essa discussão se fizesse antes do dia 24 e foi o Governo, o ministro dos Assuntos Parlamentares, na circunstância, que rejeitou liminarmente essa opção. Portanto, é uma confusão que nós não conseguimos compreender do primeiro-ministro, mas que vem na sequência de toda a entrevista", completou.

CDS: Sócrates provocou a crise política


A deputada do CDS-PP Cecília Meireles considerou hoje "surpreendente" que o primeiro-ministro fale de crise política, afirmando que foi José Sócrates que a causou ao apresentar novas medidas de austeridade sem informar o Presidente e o Parlamento.

"É surpreendente que o primeiro-ministro venha falar de crise política quando ele vem apresentar estas medidas - que aliás ficamos sem perceber se são propostas ou se são compromissos -, sem falar ou sequer informar o Presidente da República ou o Parlamento", disse aos jornalistas a deputada democrata-cristã.

"Não se percebe como é que o primeiro-ministro vem falar de crise política como se não tivesse sido ele precisamente a provocá-la, pela forma e pela substância daquilo que fez", referiu Cecília Meireles, que condenou ainda que o primeiro-ministro se apresente "como uma vítima, como se não houvesse responsáveis por esta situação".

A deputada salientou que "nos últimos cinco anos a dívida pública portuguesa passou de cerca de 80 mil milhões de euros para cerca de 150 mil milhões de euros".

"Querer que a responsabilidade seja toda da crise financeira internacional e o primeiro-ministro apresentar-se como vítima, sem assumir as suas responsabilidades, parece-me manifestamente desadequado", sustentou.

A deputada centrista considerou ainda que, na entrevista, "ficou por explicar o que é que correu mal" na execução orçamental. "Há um mês, o primeiro-ministro dizia que tínhamos uma folga de 800 milhões de euros, agora ficamos a saber que faltam mais 1,4 mil milhões de euros", afirmou.

Cecília Meireles lamentou ainda que não tenha havido "uma palavra para a questão social e para as pessoas que foram as mais sacrificadas por esta crise".

PCP critica "postura de vítima"


O PCP criticou hoje a "postura de vítima" do primeiro-ministro, José Sócrates, afirmando que as "verdadeiras vítimas" são "os que sofrem as consequências das políticas" do Governo.

Jorge Pires, da Comissão Política do PCP, disse à agência Lusa que o primeiro-ministro "apareceu com uma postura de vítima", quando "as verdadeiras vítimas são os que sofrem as consequências das políticas" do Governo: os pensionistas, os desempregados e os trabalhadores precários.

Para o PCP, o chefe do Executivo socialista manifestou "um estranho conceito de interesse nacional", quando avança com "o congelamento de salários e reformas e o facilitismo do despedimento de trabalhadores".

Jorge Pires afirmou que a questão de uma moção de censura do PCP ao Governo "não está posta de lado", mas, para já, acrescentou, o partido vai associar-se à manifestação no sábado promovida pela CGTP.

BE: Portugueses "entre o pântano e o dilúvio"


O Bloco de Esquerda acusou hoje o primeiro-ministro de colocar aos portugueses a escolha "entre o pântano e o dilúvio", condenando o que classificou de "calculismo político do PS e PSD que conduziu o país a uma situação terrível".

"O primeiro-ministro procurou pôr os portugueses entre duas escolhas: ou José Sócrates e a sua política ou o FMI, ou seja, entre o pântano e o dilúvio", afirmou o deputado do BE João Semedo.

O Bloco considerou que o país está a assistir a uma "degradação da vida política", com "um jogo de passa-culpas, um artificial conflito" entre PS e PSD e que representa, acrescentou, "a cumplicidade dos dois partidos na mesma política".

João Semedo criticou o que disse ser um "calculismo político" do PS e do PSD, que, acrescentou, "tem conduzido o país a uma situação terrível, dramática, que atinge a vida de centenas de milhares de portugueses, de forma bastante dura e difícil".

"Temos um Governo que governa enquanto o principal partido da oposição o deixa governar e temos o principal partido da oposição à espera que os efeitos desta impopularidade das medidas desgastem suficientemente o Governo para depois, como disse Pedro Passos Coelho, ir finalmente ao pote. Isto é o pântano", sublinhou o deputado bloquista.

Instado a comentar qual será o cenário em caso de chumbo do Programa de Estabilidade e Crescimento pela Assembleia da República, "o Governo ficará numa situação muito difícil se todos os partidos rejeitarem essas políticas", admitiu João Semedo, sublinhando que "vários partidos tomarão a iniciativa de apresentar projetos de resolução que condenem estas medidas".

O deputado do BE afirmou que "há mais alternativas" às medidas propostas pelo Executivo, defendendo que "uma outra política, outra política de emprego, de apoio à economia, uma reforma fiscal que consiga ultrapassar o défice orçamental".

 

 


Opinião


Multimédia

O papa-medalhas que veio do espaço

O atleta português mais medalhado de sempre, Francisco Vicente, regressou dos campeonatos europeus de veteranos, na Turquia, com novas lembranças ao pescoço. Três de ouro e duas de prata para juntar à coleção. Tem 81 medalhas, uma por cada ano de vida.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola, em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

United Colors of Gnocchi

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Vai pagar mais ou menos IRS? Veja as simulações

Reforma do imposto protege quem tem dependentes a cargo, mas pode penalizar os restantes contribuintes. Função pública e pensionistas vão ter mais dinheiro disponível. Veja simulações para vários casos.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Strogonoff de peixe espada preto

Faz agora cinco anos que o Chefe Tiger, especialista em pratos de confeção acessível e com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, começou esta aventura gastronómica. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Caril de banana

Faz agora cinco anos que o Chefe Tiger, especialista em pratos de confeção acessível e com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, começou esta aventura gastronómica. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Tem três minutinhos? Vamos explicar-lhe o que muda no orçamento de 350 mil portugueses (e no de muitas empresas)

O novo salário mínimo entrou em vigor. São mais €20 brutos para cerca de 350 mil portugueses (números do Ministério da Segurança Social, porque os sindicatos falam em 500 mil trabalhadores). Mudou o valor, mas também os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social. Porque se trata de uma medida que afeta a vida de muitos portugueses, queremos explicar o que se perde e o que se ganha, o que se altera e o que se mantém.

Cantaril com risotto de espargos

Faz agora cinco anos que o Chefe Tiger, especialista em pratos de confeção acessível e com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, começou esta aventura gastronómica. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Music fighter: temos Marco Paulo e Bruno Nogueira numa batalha épica

Está preparado para um dos encontros mais improváveis na história da música portuguesa? O humorista Bruno Nogueira e a cantora Manuela Azevedo, dos Clã, pegaram em várias músicas consideradas "pimba" - daquelas que ninguém admite ouvir mas que, no fundo, todos vão dançar assim que começam a tocar - e deram-lhe novos arranjos, num projeto que chegou aos coliseus de Lisboa e do Porto.  "Ninguém, ninguém", de Marco Paulo, tem possivelmente a introdução mais acelerada e frenética do panorama musical português. Mas, no frente-a-frente, quem é o mais rápido? Vai um tira-teimas à antiga?

Dez verdades assustadoras sobre filmes de terror

Este vídeo é como o monstro de "Frankenstein": ganhou vida graças à colagem de partes de alguns dos filmes mais aterrorizantes de sempre. Com uma ratazana mutante e os organizadores do festival de cinema de terror MotelX pelo meio. O Expresso foi à procura das razões que explicam o fascínio pelo terror, com muito sangue (feito de corante alimentar) à mistura. 

A paixão do vinil

Se para muitos o vinil é apenas uma moda que faz parte da cultura do revivalismo vintage, para outros ver o disco girar nunca deixou de ser algo habitual.

Portugal foi herdado, comprado ou conquistado?

Era agosto em Lisboa e, às portas de Alcântara, milhares de homens lutavam por dois reis, participando numa batalha decisiva para os espanhóis e ainda hoje maldita. Aconteceu em agosto de 1580. Mais de 400 anos depois, o Expresso deu-lhe vida, fazendo uma reconstituição do confronto através do recorte e animação digital de uma gravura anónima da época.

O Maradona dos bancos centrais

Dizer que Mario Draghi está a ser uma espécie de Maradona dos bancos centrais pode parecer estranho. Mas não é exagerado. Os jornalistas João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues explicaram porquê num conjunto de artigos publicado no Expresso em Novembro de 2013 e que venceu em junho deste ano o prémio de jornalismo económico do Santander e da Universidade Nova. O trabalho observa ainda o desempenho de Ben Bernanke no combate à crise, revisita a situação em Portugal e arrisca um ranking dos 25 principais governadores de bancos centrais. Republicamos os artigos num formato especial desenvolvido para a web.

Com Deus na alma e o diabo no corpo

Quem os vê de fora pode pensar que estão possuídos. Eles preferem sublinhar o lado espiritual e terapêutico desta dança - chamam-lhe "krump" e nasceu nos bairros pobres dos Estados Unidos. De Los Angeles para Chelas, em Lisboa, já ajudou a tirar jovens do crime. Ligue o som bem alto e entre com o Expresso no bairro. E faça o teste: veja se consegue ficar quieto.


Comentários 2 Comentar
ordenar por:
mais votados
Sócrates não deu entrevista nenhuma
o Sr. Engº formulou as questões e respondeu a seu belo prazer. Não foi um monólogo porque a Ana Lourenço tinha sido informada pelo sr. engº, que a última coisa que ela devia fazer era anunciar-lhe no final que tinha acabado o protesto dos motoristas. Sócrates saíu em ombros, só não foi ovacionado porque os expectadores estavam em casa. Sócrates em monólogo repetiu o que tinha dito na sua comunicação ao país.
Será que ninguém tem coragem para exigir ao sr. engº que explique porque é que ele teve que ir com as calças na mão, com estas novas medidas para Bruxelas?
Será que ninguém tem a coragem de confrontar o sr engº com o facto de na semana passada ele anunciar uma situação desafogada, enquanto a UE o BCE, o FMI e o próprio Banco de Portugal, na mesma data dizerem precisamente o contrário?
o farsante vestiu uma farda que não larga. Terá futuro no teatro. Em geral usa o teleponto, mas como repete sempre a mesma coisa já não lhe custa fazer o papel.
Citando o Presidente do Supremo Tribunal
...
"Quando Inês morre
nada a ressuscita..."

Entra em decomposição
com cheiro nauseabundo!
Comentários 2 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub