21 de abril de 2014 às 7:56
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Razia no aparelho de segurança sírio

Um atentado suicida atingiu, hoje, a célula de crise do regime sírio, matando ministros e altos responsáveis pela segurança do Estado. O atacante trabalhava como guarda-costas no círculo próximo do Presidente Bashar al-Assad.

Margarida Mota (www.expresso.pt)
O Presidente Bashar al-Assad com Fahad Jassim al-Freij (à esquerda), apontado como novo ministro da Defesa e Daoud Rajha (direita) numa cerimónia, há dias, em frente ao túmulo do soldado desconhecido Sana/Handout/Reuters O Presidente Bashar al-Assad com Fahad Jassim al-Freij (à esquerda), apontado como novo ministro da Defesa e Daoud Rajha (direita) numa cerimónia, há dias, em frente ao túmulo do soldado desconhecido

Um atentado suicida no interior do quartel-general da Segurança Nacional, no bairro de Rawda, em Damasco, provocou uma razia no aparelho securitário do regime sírio. Entre os mortos constam o ministro do Interior, Mohammed Ibrahim al-Shaar, o ministro da Defesa, General Daoud Rajha, e o seu vice, Assef Shawkat, cunhado do Presidente Bashar al-Assad. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos classificou a morte de Shawkat como um "duro golpe para o regime sírio uma vez que ele desempenhava o papel principal nas operações do Exército regular visando o esmagamento da revolução". No ataque, morreram também Hafez Makhlouf, chefe do departamento de investigação dos serviços secretos, e o General Hassan Turkmani, um ex-ministro da Defesa e atual conselheiro do Vice-Presidente sírio. Entre os feridos com gravidade está o chefe do gabinete de Segurança Nacional, General Hisham Ikhtiyar.

Guarda-costas e infiltrado


O ataque foi perpetrado por um guarda-costas do círculo próximo do Presidente que terá detonado um cinto de explosivos dentro da sala onde estava reunida a chamada Célula de Crise. Este grupo era constituído pelos principais ministros e responsáveis pela segurança do Estado e obedecia a ordens diretas do Presidente Al-Assad. Duas organizações reivindicaram o atentado. O Exército Sírio Livre (o grupo rebelde que tem sido o principal motor dos combates contra o Exército de Assad) congratulou-se com as "boas notícias relativamente à operação espetacular" que matou oficiais "responsáveis por massacres bárbaros". Na sua página no Facebook, o grupo islamita Liwa al-Islam (Brigada do Islão) também assumiu a autoria do atentado.

Pressão aumenta na ONU


Em 16 meses de contestação anti-regime, este foi o atentado mais mortífero contra as esferas políticas próximas de  Bashar al-Assad. E aconteceu horas antes de um importante debate no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre novas sanções à Síria. Mais uma vez, na ONU, espera-se um braço de ferro entre as potências ocidentais e, em defesa do regime sírio, a Rússia e a China.

Comentários 29 Comentar
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Penso que uma ditadura
será substituída por um regime fundamentalista islâmico, de cunho terrorista e, aí, como é que fica a vantagem para o povo sírio? Suspeito que a luta seja, na verdade, um negócio de bastidores e, novamente, o empenho do combate esteja nas mãos dos "Allieds" contra os russos e chineses, numa briga que pouco importa o sangue derramado. É visível que o Colosso esteja exportando seu poder, que esteja a limpar o Oriente Médio, instalando ali governos fantoches, mesmo que outras ditaduras, mas que sejam favoráveis ao Ocidente. Hoje, sem margem de dúvida, até Israel suspeita que não é bem vindo e vê com apreensão essa nova política, que pouca importância dá ao terrorismo, desde que este seja-lhe favorável. Maquinar e destruir as comunidades locais, jogando-lhes as diferenças num conflito salutar aos interesses estrangeiros, enfraquecendo-os é uma nova premissa da ação internacional. O Colosso quer o poder, replicando o seu Estado, a sua forma de governar, não precisando ser similar, apenas conivente. É como a maioria tem sido atualmente, democracias replicantes, fáceis e dóceis de serem manipuladas; ou ditaduras constitucionais, no serviço direto dos interesses do grupo comandado pelo Colosso. A derrota seguramente não virá de fora, mas sim de dentro, como parece ser o pensamento de alguns estudiosos. Rio Grande
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"TOMA E EMBRULHA"
Só falta dar cabo do mandão....pode ser que leve o mesmo tratamento que o camelo da lÍbia.
Não merecem mais pena os mortos necessários para que esta vergonha Internacional acabe.
Russos e Chineses que se cuidem que o Povo há-de um dia acordar.
kácus
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Até que enfim ...
...que começo a descrutinar aqui alguns comentaristas com os pés assentes na terra ! Porque os outros que surgem em defesa da "revolução em paises deste cariz ... realmente não sabem o que dizem ! Qualquer dia esses comentaristas da revolução Arabe terão de fugir para o polo norte porque os hezbollahs estão a aravessar o mediterraneo a nado com bombas nos dentes .
Re: Até que enfim ... Ver comentário
Re: Até que enfim ... Ver comentário
Sangue derramado não é motivo de satisfação.
Sangue derramado não é motivo de satisfação, mas ainda assim é preferível que seja este, vindo do coração de responsáveis por esta guerra, a outro de pessoas que involuntariamente nela se vêem envolvidos.
Está a ficar feio...
E quanto mais se prolonga a guerra civil mas difícil é de sair dela.

Há muito que deixou de ser uma revolução para ser uma verdadeira guerra. Infelizmente Assad já perdeu o momento em que poderia ter saído disto deixando um regime democrático. Agora provavelmente não sairá com vida, mas com ele irão junto milhares de inocentes...

oreivaivestido.blogspot.pt/2012/06/perda-da-inocencia.html
É ASSIM MESMO!
Quando perceberem de que são feitos entendem!
Os governos devem estar no poleiro enquanto o povo os apoiar! Quando esse apoio não existir devem ceder o lugar!
Mesmo assim...

  ainda não está o serviço complecto...
AGÊNCIAS DE NOTICIAS

Uma bomba deixada pelo Taleban destruiu 22 caminhões da Otan que transportavam suprimentos para suas forças no norte do Afeganistão, disseram a polícia e o Taleban nesta quarta-feira.
Uma pessoa ficou ferida pela explosão da bomba, deixada entre 18 caminhões de combustível e quatro outros veículos de carga estacionados em Aibak, capital da província de Samangan, no Afeganistão, segundo a polícia.
Em nota, o Taleban disse que "às 2h (hora local) o 'mujahideen' atacou os caminhões invasores da Otan" que haviam chegado do Uzbequistão.
Nessa mesma província, no sábado, um atentado suicida matou 23 pessoas num casamento, inclusive o pai da noiva, um parlamentar contrário ao Taleban.
A polícia da vizinha província de Baghlan disse ter prendido na quarta-feira dez supostos membros do Taleban com bombas magnéticas, que podem ser grudadas no fundo dos caminhões.
Homens como este fazem-nos continuar a acreditar
e ter esperança num Mundo melhor. Nelson Mandela completa 94 anos nesta quarta-feira, 18 de julho, uma data importante na África do Sul, ocasião para multiplicar as homenagens, as boas ações e também os debates críticos sobre a melhor maneira de prosseguir com seu combate e com seu trabalho de reconciliação.
Herói da luta contra o regime da segregação racial, "Tata" Mandela ou "papai" Mandela, como é chamado com respeito e afeto, é notícia frequentemente por motivos de saúde.
Mas agora esta data, que significava festas na presença de estrelas ou de dignitários estrangeiros, é celebrada em família.
O Corcunda de Notre Dame
(no original em inglês: The Hunchback of Notre Dame) é um filme estadunidense de animação de 1996 inspirado no livro de mesmo nome do autor Victor Hugo.
 
É o trigésimo-quarto filme de animação dos estúdios Disney e foi originalmente lançado nos cinemas dos EUA em 21 de Junho de 1996. Ele foi dirigido por Gary Trousdale e Kirk Wise e dublado na versão original por Tom Hulce, Demi Moore, Tony Jay e Kevin Kline.
 
O filme é centrado na história do deformado tocador de sinos da Igreja de Notre Dame, Quasimodo, que luta para ter reconhecimento da sociedade e sonha com a liberdade.
 
O longa é considerado um dos filmes animados mais sombrios da Disney, similar a filmes como The Black Cauldron.
O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, no Rio
Grande do Sul, tentou por telefone, com Damasco, falar com o embaixador brasileiro na Síria, para uma entrevista rápida. Conseguiu, mas o embaixador parecia muito nervoso e dizia que a situação era muito difícil e, portanto, não podia falar muito. Com alguma insistência, o repórter tentou obter alguma informação consistente, a razão de o embaixador falar em dificuldades. Ele, de modo áspero e rápido, disse que os combates eram próximos da chancelaria brasileira e que a embaixada tentava agrupar seus funcionários. Perguntado mais uma vez, para definir o problema, se não podia andar de carro, o embaixador não deu detalhes e encerrou a conversa. O jornal, então, resolveu entrar em contato com o Itamaraty, para saber o que o Governo do Brasil pensava. A resposta foi que, nas próximas horas, depois de reunido o pessoal brasileiro e demais funcionários, há chances de serem retirados da capital síria, por causa dos combates. Deste modo, presumo que a situação seja dramática. Rio Grande
Re: Ministro da Defesa sírio morre em ataque suici
Os regimes que pensam que se podem manter a qualquer preço (nem que seja matando a própria população com o exército que supostamente a defenderia), são evidentemente estúpidos, suficientemente estúpidos para nem aprenderem com os exemplos alheios.
Mas existe o direito á estupidez!
Tarde de mais.....
Pena não ter sido há mais tempo, ter-se-iam poupado milhares de vidas inocentes....!!!!
De jumento para burro
Pena deste povo quadrimilenar, com sede de liberdade, mas em risco de passar de controlados por facínoras laicos para controlados por facínoras islâmicos.

No Egipto, tentam. Na Líbia tentam. Não irão desistir até terem as mulheres de burka e os homens a mandar.

Cambada de jamals, lá dizia o meu mentor de árabe.
Seria interessante
alguns povos africanos (Angola por exemplo, ou Guiné Equatorial) perceber que só têm este modelo para conseguir uma sociedade democrática na respectiva terra.
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