Rajoy, Monti e Hollande podem 'salvar' o euro
Somente a "coligação do antigo Império Romano" pode 'salvar' o euro, defendeu segunda-feira o norte-americano Paul Krugman, galardoado com o Nobel da Economia em 2008.
O Nobel afirmou que a única esperança é que os líderes Mariano Rajoy (Espanha), Mario Monti (Itália) e François Hollande (França) convençam a Alemanha sobre a importância de o Banco Central Europeu (BCE) fazer uma compra maciça de títulos da dívida soberana, ainda em 2012.
Em fevereiro deste ano, Paul Krugman recebeu o grau de Doutor Honoris Causa da Universidade de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa,em cerimónia realizada na Aula Magna.
Mais otimista do que há uma semana
Em entrevista à agência EFE, o economista voltou a admitir um "risco de colapso" da moeda única, mas mostrou-se mais otimista do que há uma semana, antes da cimeira europeia, quando considerava que o euro tinha apenas 50% de hipóteses de sobrevivência. Atualmente, aponta para 60%.
"O melhor que se pode dizer é que talvez a cimeira seja uma profecia de que está a haver uma mudança na política europeia", disse Krungman antes de a Finlândia anunciar que pretende impedir que o fundo de resgate permanente da zona euro adquira títulos nos mercados secundários.
Na opinião do Nobel da Economia, abrir a via à recapitalização direta da banca e facilitar a aplicação dos fundos europeus de resgate para comprar a dívida de países sob pressão nos mercados "é um passo na direção certa". "Faltam outros 20!", afirmou Krugman.



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"Acaba já com esta crise" é um dos livros de Paul Krugman
