22 de maio de 2013 às 11:40
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Querem os subsídios de férias? Olhem para aqui

Henrique Raposo (www.expresso.pt)

A reposição dos subsídios de férias/natal não depende da bondade do governo, mas das possibilidades financeiras do país. Como dizia Daniel Bessa, a questão passa por saber se os subsídios "algum dia poderão ser repostos" e, neste sentido, "a única tarefa colectiva" que "deveria interessar os portugueses" é "saber o que deveríamos fazer para que algum dia fossem repostos" (Expresso, 21 de Abril). Ou seja, a reposição dos subsídios não depende dos humores de Vítor Gaspar, mas sim de uma mudança estrutural. É bom lembrar que, até ao advento da troika, o dia-a-dia do Estado (salários, subsídios e afins) foi alimentado por aumentos de impostos e emissões de dívida. Como já se percebeu, esses dois caminhos chegaram ao final da linha. O regresso dos subsídios depende, portanto, de duas mudanças. Primeira: conseguimos ou não uma redução do peso do Estado? Segunda: conseguimos ou não equilibrar a balança entre importações e exportações?

Sobre o primeiro ponto, vale a pena ouvir de novo Daniel Bessa: "quando tem de escolher, a sociedade portuguesa está sempre do lado da despesa, nunca lhe ocorrendo, no entanto, que todas as áreas da despesa podem ser aumentadas (inclusive a reposição dos ditos subsídios), desde que outras sejam diminuídas". Tradução? Se quer os subsídios de volta, o funcionalismo público devia ser o primeiro a estar interessado na separação entre o trigo e o joio da Administração Pública. Um exemplo prático: o Concelho do Alandroal tem cerca de 6200 habitantes, mas tem 1 funcionário público por cada 30 habitantes e uma dívida de 4500 euros por habitante. São necessários todos aqueles funcionários? Como é que um Concelho tão pequeno acumulou uma dívida tão grande? Aquele Concelho é necessário? Não podia ser fundido com outro? Enquanto não fizermos estas perguntas e a consequente separação entre o essencial e acessório, a reposição dos subsídios estará comprometida. Como dizia Teodora Cardoso, as metas a curto-prazo eram impossíveis de alcançar sem o corte dos subsídios, e - mais importante - esse corte deu margem para se tomarem outras medidas, sobretudo a reestruturação da Administração Pública (Negócios, 20 de Outubro de 2011).

A par da reestruturação do Estado, outro ponto devia estar debaixo de olho do tal esforço colectivo indicado por Daniel Bessa: o défice externo. O nosso Estado e a nossa sociedade são dependentes do dinheiro dos outros, do crédito externo. Isto sucede porque o país importou muito e exportou pouco, sendo por isso incapaz de gerar poupança interna. Desde a compra de um T2 em Famalicão até ao subsídio de férias da funcionária pública de Viseu, tudo dependia, em maior ou menor escala, do dinheiro que o Estado e bancos pediam lá fora. A tal austeridade é somente o fim deste modo de vida artificial. Ora, enquanto não conduzirmos o país para um equilíbrio da balança de pagamentos, a reposição dos subsídios será complicada. Até porque esse equilíbrio externo é uma condição sine qua non para que os tais mercados voltem a confiar em Portugal. E sem o dinheiro dos malvados mercados não há subsídios para ninguém.
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Vamos lá falar claro!

Não sou funcionário público nem mesmo trabalhador por conta de outrém na esmagadora maioria da minha vida profissional.
Porém não posso deixar de ficar estupefacto pela forma leviana como são tratados os "subsídios". Pode questionar-se a forma mas os "subsídios" são parte integrante da remuneração do trabalho ,independentemente da sua génese.

Assim sendo a sua supressão corresponde a uma redução salarial de 1/7 ou, de forma mais claramente expressa, de 14,28% da remuneração do trabalhador.

Podemos discutir e aceitar ou não a inevitabilidade da medida, mas não podemos discutir que a supressão dos subsídios é igual a um corte de 14,28% no salário.
Ou podemos e sou eu que estou a ver tudo ao contrário?
     
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Associação perigosa
O tom geral da crónica está correcto, só não vejo a relação directa com o roubo dos subsídios de Natal e férias a funcionários e pensionistas.
A situação era e é de despesas acima das receitas, que foram endividando o país, até que se acabou o crédito.
O que havia a fazer era aumentar receita e diminuir despesas. Para o efeito havia que lançar impostos, de modo que todos os portugueses contribuíssem, de modo proporcional aos seus rendimentos, para tapar o buraco
Para baixar a despesa far-se-ia uma reforma da administração, com eliminação de organismos e sinecuras várias, aos milhares por esse país, viveiros de aspirantes a políticos.

Não se fez uma coisa nem outra, optou-se pelo esbulho e , no caso dos reformados, pelo abuso de confiança de dinheiro confiado à sua guarda, enveredando pela burla, pura e simples.
O caso citado é um caso típico de município do interior alentejano, gerido pelo PCP, que dá emprego aos seus militantes e que tem a sede partidária em edifício público, com bandeira vermelha ondulando. São território soviético......mas não é aí que está o grande problema. Está nos tais 14 mil organismos com 30 ou 40 mil parasitas bem pagos, pessoal político, esperando vaga para mais altos voos......
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querem-os-subsidios-de-ferias-olhem-para-aqui
Não vale a pena chorar sobre leite derramado e aos subsídios já lhe fizeram o funeral e para que não voltem foram cremados e enterrados, pois como austeridade leva a recessão nunca mais poderão ser repostos e como diz Passos vamos empobrecer e não sejam piegas, porque só têm uma saída que é emigrar e faltou acrescentar, porque eu não sei governar e só estou aqui para fazer a liquidação do País. Não sou eu que digo, mas sim D. Januário que dinheiro há, não é para os pobres e remediados, mas para o BPN até agora pelo menos tem havido. O que vai revoltar os portugueses quando perceberem que o corte dos subsídios não vai para construir hospitais, escolas, pontes, estradas etc., mas sim para tapar o buraco do BPN, ficando impunes todos os que o causaram, mas também as suas fortunas pessoais que roubaram.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/os-sacrificios-sao-para-os-outros-carro.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/bpn-fraude-sem-castigo.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/o-emigrante-portugues-1965-2012.html

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Mentir,este Governo de Passos Coelho?
Se mentir algum dia,vai para o ôlho da rua: Passos Coelho e o seu Governo,perante a crise,a troika e os contratos externos,cortaram ns subsídios,prometendo repô-los no curto prazo.Se assim não fôr podem estar descansados porque o Povo virá para a rua,não "comandados" pelo PCP,mas pela consciência nacional: afinal os sacrifícios são sempre para os mesmos?
Bessa está errado:há muita gente rica no País que não foi penalizada pela crise ,o ex.mais flagrante é o Banco de Portugal.
Cavaco Silva também já avisou:o Governo não vai apertar mais o cinto aos que já pouco recebem.
Passos Coelho não tem outro caminho senão cumprir o prometido.
Se assim não fôr acontece-lhe o mesmo que a Sócrates!
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Resposta às tuas perguntas
- "Primeira: conseguimos ou não uma redução do peso do Estado?"

Resposta:
O importante é cortar nas PPP's. Rasgar mesmo os contratos, tal como se rasgaram (insconstitucionalmente) os subsídios dos trabalhadores.
Para além disso, se se entender o peso do Estado, como a corrupção, o compadrio, o proteccionismo a empresas do regime e/ou monopólios, e a promiscuidade político-economica, então, sim, tem que se ACABAR (não é reduzir) com o peso do Estado.

- "Segunda: conseguimos ou não equilibrar a balança entre importações e exportações?"

Resposta:
Claro que conseguimos. Basta para isso fazer tudo o que respondi na primeira pergunta. É necessário fazerem-se as reformas estruturais da política, do fisco, da justiça, etc, etc, para se poder captar investimento, nomeadamente o regresso do aparelho produtivo que, esse sim, gera produto acrescentado, e que vai gerar exportações. Reduzir para ZERO, nesta altura de crise, os impostos a multinacionais e nacionais que queiram investir cá e que empreguem portugueses, poderá ajudar, tanto no emprego, como nas exportações.
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Os raposos e a crise
Para os raposos deste lugar mal frequentado em que se transformou Portugal, tudo gira à volta dos trabalhadores da Administração, que para eles felinas figuras, são muitos e muito melhor pagos, fazem pouco e tem demasiadas pontes e dias de férias. Tanto assim é, que a raposiana e esclarecida figura veio apontar o exemplo do concelho do Alandroal, mas podia indicar, talvez o de Vila de Rei e outros por esse interior desertificado, onde as autarquias se constituíram nos maiores empregadores e salvadores da morte pela fome de muitos cidadãos portugueses. Para o figurão do jornalista o país devia ser só Lisboa, Porto, Coimbra e Setúbal e as respetivas áreas metropolitanas, o resto do país transformava-se em couto de caça para a gente rica da capital e os únicos residentes que não tivessem quatro patas, eram os servos dos senhores. É certo que houve algum exagero, mas não foi do lado do trabalho, foi da banda que este senhor defende, são os ordenados milionários de administradores, gerentes, quadros superiores da administração, ali colocados por serem afilhados do mesmo padrinho do Henrique. São as pensões criminosas de Jardins e dos elementos da classe política que a obtém ao fim de uma dezena de anos, são os contratos leoninos das PPPs. O Raposo devia ter vergonha e escrever sobre aquilo que conhece, falar do Alandroal e dos alandroais deste país não é bonito para quem nasceu num berço de ouro, a não ser que o próximo objetivo desta peça seja condenar à morte o que resta.
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HR
Não digo que não tenha razão, mas o porquê?
Afinal os governos que tivemos não fizeram o seu trabalho?
Se não o fizeram porque não se lhe pediram contas?
Afinal no fim quem paga é sempre o mesmo pelos devaneios de governantes mal formados?
Tretas
Daqui por uns meses, repita este "artigo", mas troque a palavra "subsídio" por "ordenado". É a nova escravatura do século 22. Nos ordenados dos "políticos" e dos "grandes empresários" é que não se pode tocar, por senão as grandes fortunas fogem para o estrangeiro. Reparem que eu disse "grandes fortunas", não "grandes milionários", que esses em Portugal não existem. Nem o Amorim é rico, vejam só.
É preciso é esfolar a pele a quem trabalha. Dou até ao fim de Agosto para ser anunciado o corte do subsídio de Natal a todos os portugueses. Cá estaremos para ver. E olhem que eu ... não minto ... eu não engano ... e eu não ludibrio!!
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Re: Querem os subsídios de férias? Olhem para aqui
Este deplorável sarrafo fascista vem hoje com a sua habitual prosápia cheia de pseudo-moralismo contra a função pública, mas nem uma palavra se lhe ouve sobre a necessidade, essa sim, de extinguir todo um cotejo de observatórios, fundações, empresas municipais e institutos que gravitam à volta do Estado, a esmagadora maioria deles sem qualquer utilidade visível além de servir de meros albergues a escumalha partidária.

Quando é cresces Raposalho?...
Re: Querem os subsídios de férias? Olhem para aqui Ver comentário
cortar
na despesa? O povo gosta é de cortar na casaca.

barbarraridades.blogspot.pt/
Uma sugestão.
Ó Raposão, seu manhoso!
Se reduzissem nas rendas das PPPś e na EDP seria necessário o corte dos subsídios?
Se não safassem o dinheiro da casta do BPN e do BPP e transferissem o prejuízo para o Estado (contribuintes), seria necessário o corte dos subsídios?

Ora vê lá se sabes fazer contas e deixas de andar de aldrabar os leitores com a tuas palermices!
Re: Uma sugestão. Ver comentário
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A Volota dos Subsídios...
Só depende do voto dos portugueses, nada mais. O dinheiro chegou sempre para pagar os compromissos tidos pelo governo.´A reposição só depende de quem está no governo, é que cada governo rouba a quem quer. Estes que lá estão agora resolveram roubar ao pobre desgraçado, mas p+ode ser que as coisas um dis destes mudem e a cambada de chulos e ladrões que por aí proliferam sejam todos pendurados pelo pescoço nas praças do país. Já estivemos mais longe disso. Isto hoje em dia muda tudo muito de repente, oxalá mude.
Re:De volta a Nárnia... Ver comentário
Re: Re:De volta a Nárnia... Ver comentário
O articulista tem razão em tudo mas
Tambem se esquece do resto, da quantidade de dinheiro para equilibrar as contas, que pode ser tambem fornecido por quem efectivamente o tem, um pequeno exemplo em Portugal dois dos homens com maior riqueza dedicam-se essencialmente ao retalho, ou seja, comprar e vender, riqueza, produtividade, emprego ZERO! apenas o essencial para sacar o maximo ao consumidor, será que não podiam tambem eles ver o seu património reduzido com vista a este fim nobre, equilibrar as contas?
Re: O articulista tem razão em tudo mas Ver comentário
Re: O articulista tem razão em tudo mas Ver comentário
Chega de Palhaçadas
Cavaco Silva deveria representar os interesses do Povo Português e defender os nossos direitos e a nossa Constituição. O Povo jamais esquecerá o que este Governo e seus apoiantes lhes tem feito e certamente se irá recordar de penalizar fortemente quem nos tem penalizado, aquando das eleições.
www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=201202
Copie o link desta petição para o seu browser, assine e divulgue por todos os seus colegas amigos e familiares.
Re: Querem os subsídios de férias? Olhem para aqui
Porquê esta misturada? Subsídios com reforma autárquica e por aí fora? Os subsídios que o nosso estimado primeiro ministro dizia que não tirava, apenas foram tirados porque o governo não conseguiu fazer aquilo que prometeu, ou seja os cortes nas "gorduras". Essas "gorduras" pelos vistos eram a febra dos funcionários públicos, essa corja de bandidos que têm culpa de tudo neste país (ainda havemos de descobrir que foi um funcionário público que mandou o D. Afonso Henriques bater na mãe!).
Quanto à reforma autárquica, que muito prometia, passou um ano e nada se viu e provávelmente irá ficar-se pela eliminação ou fusão de uma ou outra freguesia, também elas, tal como os funcionários públicos, os elos mais fracos do sistema.
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