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Quem é Mustafa Abdul Jalil, o novo líder na Líbia

Jurista, antigo ministro da Justiça de Muammar Kadhafi e presidente do Conselho Nacional de Transição, Mustafa  Abdul Jalil pode vir a conduzir a Líbia num futuro próximo. Liderança do país dividida com Mahmoud Jibril, primeiro-ministro dos rebeldes.

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agências |
Mustafah Abdul Jalil, presidente do Conselho Nacioanl de Transição na Líbia
Mustafah Abdul Jalil, presidente do Conselho Nacioanl de Transição na Líbia / EPA

Durante  quase quatro anos à frente do Ministério da Justiça líbio, entre 2007 e o início de 2011, Mustafa  Mohammed Abdul Jalil  ficou conhecido não pela sua submissão ao ditador Muammar Kadhafi, mas sim por defender as suas próprias convicções políticas. O presidente do Conselho Nacional de Transição líbia é a principal figura política no cenário futuro da Líbia.

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O homem que pode vir a conduzir o futuro da Líbia tem 59 anos, estudou Direito e a Lei Islâmica (Shariah) na Universidade da Líbia e desempenhou a sua carreira pública no sistema judicial do país.

Crítico do regime e defensor dos direitos humanos


Antes de assumir a pasta da Justiça, cargo que exerceu durante quase quatro anos, trabalhou como promotor público e juiz em Tripoli. Como juiz, ganhou notoriedade por proferir sentenças que contrariavam claramente as orientações e os interesses de Muammar Kadhafi.

Mas, surpreendentemente, acabou nomeado em 2007 como ministro da Justiça. Assumiu a pasta mas continuou a criticar o regime por não acatar as decisões dos tribunais e manter em cativeiro 200 presos políticos.

Abandonou o cargo de ministro da Justiça em fevereiro de 2011, como forma de protesto pela violência aplicada pelo Governo para reprimir manifestantes opositores do regime de Muammar Kadhafi.

Abdul Jalil disse na passada segunda-feira, em conferência de imprensa, que a "era Kadhafi acabou" e que espera que o coronel - procurado pelo Tribunal de Haia por crimes de guerra - seja "capturado vivo, para que lhe possamos dar um julgamento justo".  

Símbolo da oposição, Abdul Jalil disse que todos os responsáveis serão julgados, ele inclusive, por ter feito parte do Governo de Kadhafi.

O novo líder líbio foi jogador de futebol, tendo atuado na seleção nacional da Líbia.

"Confiamos na liderança virtuosa de Mustafa Abdul Jalil, e vamos defendê-lo e apoiá-lo até o fim", disse Ahmed Davutoglu, ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, país que financiou os rebeldes líbios no último mês, prometendo apoiá-los incondicionalmente no futuro. 

Liderança dividida com número dois do CNT 


Outro nome da nova liderança líbia é o número dois do CNT, Mahmud Jibril , 59 anos, considerado o rosto internacional da rebelião. Economista licenciado pela Universidade do Cairo, tem um mestrado em Ciência Política e doutorado em Planificação Estratégica pela Universidade de Pittsburgh, EUA, onde chegou a dar aulas. Publicou dez livros e organizou treinos para lideranças árabes.

Como funcionário do Governo,  chegou a diretor do Conselho de Planificação Nacional, e em 2009 foi designado diretor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Económico, organismo criado para intensificar o investimento estrangeiro no país.

Segundo a revista brasileira "Veja", nos seus artigos e publicações Mahmoud Jibril mostrou-se sempre bastante crítico quanto à política internacional norte-americana.

Mas num documento divulgado pela WikiLeaks em novembro de 2009, o embaixador norte-americano Gene Cretz descreve-o como "um sério interlocutor que entende a perspectiva dos EUA". 

Considerado por Washington como um "reformista", e apontado também como  um "reconhecido neoliberal", é considerado a "arma diplomática" dos rebeldes. Enquanto os rebeldes lutavam com armas na Líbia, ele conquistou o apoio internacional à causa dos insurgentes, conseguindo que países como a França, EUA e Grã-Bretanha reconhecessem o CNT como o verdadeiro representante do povo líbio e abraçassem a causa dos insurgentes.  

Mahmoud Jibril uniu-se aos rebeldes no início da revolta, em fevereiro. Quase um mês depois seria escolhido como primeiro-ministro interino do CNT. Desde então, ao lado do ex-diplomata Ali al-essawi, tornou-se o rosto internacional da rebelião. 

Jibril iniciou esta semana uma visita diplomática á Europa para dizer que o novo Governo precisa urgentemente que as contas do país sejam desbloqueadas.

 


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A MARCA NA TESTA
O homem que pode vir a conduzir o futuro da Líbia tem 59 anos, estudou Direito e a Lei Islâmica (Shariah) na Universidade da Líbia e desempenhou a sua carreira pública no sistema judicial do país.

A marca na testa é de tanto marrar no chão. Não augura nada de bom!
Re: A MARCA NA TESTA
'Quem é Mustafa Abdul Jalil?

Tanto o número 1 e o número 2 são pessoas do governo anterior e com créditos firmados a nível internacional e nacional. Inteligente. O CNT parece estar a seguir a via Palestiniana onde foram buscar pessoas credibilizadas externamente para sustentar as suas soluções governativas. Fizeram-no porque lá como aqui, o que vão conseguir depende muito da boa vontade internacional (na Cisjordância para avalizarem o "golpe de estado" que lá houve, na Líbia... viu-se como o apoio militar ocidental foi instrumental para fazer a revira-volta da situação.)

Eu por mim, não me preocuparia muito com o facto de terem sido pessoas ligadas ao antigo regime. Que eu tenha percebido, existem dois tipos de poder na Líbia. Um deriva a sua legitimidade da sua presença na revolução Líbia. É o próprio Kadhaffi, os comités da revolução, etc... O outro proporciona o governo através de um intenso processo de eleições e debates dentro de um partido único. Não sei como os dois poderes se relacionam mas não é difícil perceber que se possam criar ressentimentos no segundo em relação ao primeiro, uma vez que este seria inamovível. Só isto me explica a rapidez com que algumas das élites passaram para o lado dos rebeldes.

O único sinal duvidoso aqui é que, se o nº1 e o mº2 do CNT são recentes governantes do regime, onde estão os representantes dos rebeldes originais que partiram de Bengazi, supostamente antigos combatentes fundamentalistas lá instalados.
Na Libia o melhor que um cidadao tem que fazer é
fingir que está morto, senão morre mesmo. Ou pelas fieis a Kadafi, ou pelos fieis aos rebeldes ou pelos bombardeamentos da NATO. São assim os direitos humanos e é assim a democracia...
Serão sacrificados
É apenas o início, os dois líderes poderãos er sacrificados pela revolução islâmica.
A lógica de toda a convulsão islâmica actual é ter regimes antiocidentais laicos, nada mais.
O que é legítimo do ponto de vista islâmico.
Imaginem o que seria ter em Portugal um regime pró-islâmico, vocês aceitavam?
Os islamistas tb deixaramd e aceitar o contrário.
Cuidem-se, porque o islamismo está alastrar na Europa.
Re: Serão sacrificados
Aumentos colossais na energia
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