Em comunicado enviado às redações dos órgãos de comunicação social, Queiroz diz que a "inclinação inicial era não recorrer", tendo "em conta os superiores interesses da seleção e a necessária concentração para os desafios que se avizinham".
No entanto, face à decisão ontem tomada pela Direção da FPP que poderá conduzir à abertura de um novo processo disciplinar - motivado por declarações do selecionador em entrevista ao Expresso
-, Queiroz conclui que este caso "continuará a arrastar-se".
Em consequência, "não se justifica prescindir do meu direito ao recurso em nome de interesses cuja eventual perturbação não depende da minha decisão", afirma Carlos Queiroz.
No processo disciplinar ontem terminado, Queiroz foi condenado por injúrias dirigidas a médicos da Autoridade Antidopagem (AdoP), mas ilibado da acusação mais grave: perturbação de um controlo antidoping.
O recurso hoje comunicado por Queiroz não tem efeitos suspensivos. Por isso, o selecionador estará impedido de orientar a equipa de Portugal nos dois próximos jogos, dentro de duas semanas (Chipre, 3 de Setembro; Noruega, a 7).
Ontem, a Direção da FPF decidiu remeter ao Conselho de Disciplina da Federação as declarações de Queiroz, para os "efeitos julgados convenientes". A abertura de novo processo disciplinar é um dado quase adquirido, havendo quem defenda que o mesmo pode levar ao despedimento do selecionador.
Na entrevista, Queiroz disse, numa referência ao vice-presidente da Federação Amândio de Carvalho: "Decidiu pôr a sua cara na cabeça do polvo".