Queiroz: "Queriam que o povo escolhesse o 23.º jogador do Mundial..."
Carlos Queiroz, agora selecionador do Irão, aproveita a boleia de Manuel José e volta à carga com as críticas ao "circo" que interfere com os trabalhos da seleção nacional de futebol
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Qualquer distância consegue ser quebrada por um telefone. Neste caso, a distância entre o Irão, onde Carlos Queiroz comanda a seleção local, e Portugal - e são mais de seis mil quilómetros. E para agitar ainda mais as águas: o treinador corrobora as críticas de Manuel José sobre o alegado "circo" à volta da seleção e dá até exemplos práticos.
"Não me surpreende porque eu próprio me confrontei com tentativas, muitas vezes absurdas e até ridículas, de transformar a seleção num circo. Por exemplo, uma das iniciativas que me foram propostas antes do Mundial-2010 era a de escolher 22 jogadores e deixar que o povo escolhesse o 23.º. Diziam: 'Fazemos uma festa gira, pomos a malta a votar...", referiu o antigo selecionador em entrevista à TSF.
Carlos Queiroz foi mais longe e voltou às forças que o terão levado a sair do cargo: "Como me opus, ele [Gilberto Madaíl] mais tarde disse-me que essas pessoas é que estavam a dizer que me tinha de ir embora..."
Inácio defende Paulo Bento
E voltamos à Europa, mais concretamente à Roménia (que também não é perto mas aqui já entra o fator... férias), onde o treinador do Cluj, Augusto Inácio, sai em defesa de Paulo Bento.
"Os protocolos têm de ser cumpridos. Os jogadores não estiveram em festas nem em discotecas. Agora, admito que o tempo de preparação antes do Europeu tenha sido escasso, isso sim", destacou à mesma estação de rádio.
"Paulo Bento deu um grande impulso à qualificação e temos de confiar nas suas capacidades. É que aqui entramos no domínio do 'preso por ter cão e por não ter': se não deixassem ver os interiores era porque não colaboravam, assim é porque já é um circo... Achei importante porque muita gente não sabe o que é um balneário e isso é uma abertura correta e importante", concluiu.


