19 de junho de 2013 às 2:55
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Queiroz acusa Governo de intervir no processo

Selecionador nacional afirmou ontem, em entrevista ao Jornal da Noite da SIC, que está a ser alvo de uma "justiça governamental", que o condenou sem o ouvir previamente. Justificações são aceitáveis? Queiroz deve demitir-se? Dê-nos a sua opinião.
Paulo Paixão (www.expresso.pt)

Carlos Queiroz diz-se alvo de uma "justiça governamental", que altera as decisões tomadas pela "justiça desportiva".

Na entrevista à SIC, na noite de terça-feira, o selecionador contestou a suspensão de seis meses aplicada pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), após ter sido absolvido pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

A ADoP depende do Instituto de Desporto de Portugal, que por sua vez é tutelado pela Secretaria de Estado do Desporto.

Carlos Queiroz recuou até à primeira fase do processo (a que chamou "justiça de decreto" ou de "sentença"), em que o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, falou da existência de "factos graves" no estágio da seleção na Covilhã.

"Eu não fui ouvido na primeira fase do inquérito, em que concluíram que havia factos graves", disse o treinador. "Já na justiça desportiva, quando pela primeira vez exerci o direito de defesa, fui absolvido", acrescentou, referindo-se à acusação de ter infringido as normas antidopagem.

Após a absolvição, "passámos a uma terceira fase, que é a da justiça governamental, que ninguém sabe como funciona", afirmou. "Em causa própria, sem me ouvirem outra vez, condenaram-me", salientou.

Em relação às expressões usadas em relação aos médicos da ADoP, visando o presidente deste organismo, Carlos Queiroz reconheceu o "tom deselegante" usado.

Pelas injúrias proferidas, o selecionador foi condenado a um mês de suspensão e mil euros de coima, pena que está a cumprir, mas da qual recorreu para o Conselho de Justiça.

Um polvo enredado


Na entrevista - a primeira dada a um canal de televisão - Carslos Queiroz retomou os argumentos já anteriormente afirmados ao Expresso, em que dera a sua versão dos factos e passara ao ataque, visando, nomeadamente, Amândio de Carvalho, um dos vice-presidentes da Federação, e Laurentino Dias.

Sobre o incidente na Covilhã, o técnico voltou a dizer que apenas pretendeu evitar uma interferência no descanso dos futebolistas. Por outro lado, repetiu que quando chegou a Portugal havia contra ele "uma acusação pública", com "uma sentença sumária". "Caiu-me um terramoto em cima, uma nuvem", ilustrou.

Sobre a entrevista ao Expresso, que lhe motivou um segundo processo disciplinar na Federação, o selecionador deu a sua explicação para ter dito que Amândio de Carvalho colocou "a cara na cabeça do polvo".

Mas aqui Carlos Queiroz enredou-se nos tentáculos das palavras. A uma observação do entrevistador, Rodrigo Guedes de Carvalho, de que "o polvo é conotado com a Máfia", o técnico disse que para ele o polvo "é igual à nuvem ou ao terramoto".

O treinador repetiu que no actual braço de ferro com a Federação não se move por "dinheiro", mas antes pela defesa da "honra, dignidade e prestígio e reputação". Carlos Queiroz recordou que até este processo eclodir, "em todas as circunstâncias", teve "sempre o lugar à disposição" de Gilberto Madaíl, o presidente da Federação.

O selecionador disse que sente "todas as condições" para voltar ao ativo logo que termine o castigo e espera que "as pessoas que provocaram o equívoco e a situação enganosa sejam responsabilizados".

Sobre as recentes renúncias à seleção de Simão Sabrosa e de Paulo Ferreira, Queiroz afirmou que foi informado previamente e que até "os termos das cartas" que os jogadores enviaram à Federação foram falados com ele.


Comentários 84 Comentar
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Queirós não quer dinheiro...só uns milhões euros !
Carlos Queirós "cantou" muito mas não "alegra" quem não o conhece de gingeira. Em primeiro lugar gostaria de saber como reagiria o seleccionador nacional se o mandassem para a "c.na da mãe"... Como ele não acha essa frase um insulto e considera-a até normal no mundo do futebol presumo que não se importaria nada com isso. Mais lamentável ainda é o puxa-sacos de um pseudo-jornalista que idolatra cegamente Carlos Queirós afirmar na televisão que aquele insulto não passa de uma...metáfora. É outro que também não se importa que o mandem para a "c.na da mãe".
Ao longo da entrevista, o treinador que já foi despedido do Sporting, do Real Madrid, dos Estados Unidos, da África do Sul (com graves acusações de racismo), do Japão e de uma selecção árabe, deu a entender vezes sem conta que não quer dinheiro. Pois não. Só pretende 7 milhões de euros, como já o revelou em conversações privadas com João Rodrigues, um ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol entretanto rendido aos encantos de Pinto da Costa.
É curioso que, sendo tão desprendido por dinheiro, tenha estado logo no dia seguinte a um empate na Escócia (0-0), na sua primeira passagem pela Federação Portuguesa de Futebol, às 08h00 da manhã na sede da mesma, apenas 3 horas depois da comitiva chegar da Grã-Bretanha para receber o prémio de jogo, situação que deixou os funcionários completamente surpreendidos.
Quem não o conheça que o compre !
Caro D Fuas Ver comentário
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Pensem comigo!
Meus caros,

Vamos fazer um exercício de lógica.

A ADOP só podia avocar o processo e julgar CQ desta forma "unilateral" e "medieval", sendo juiz em causa própria, se CQ tivesse prejudicado o controlo anti-doping.

Ora, meus amigos, eu entendo por prejudicar o controlo anti-doping uma acção directa de forma a impedir o controlo, isto é: se CQ se tivesse posto à porta do quarto dos jogadores a dizer "tu aqui não entras", se o CQ mandasse SMS aos jogadores a dizerem paar irem fazer xixi naquele momento para a varanda e não para o frasquinho; se o CQ tivesse pegado numa caçadeira e dissesse: "daqui vocês não passam!".

CQ não fez nada disso. Reagiu ao facto de quererem acordar os jogadores a horas impróprias (em que outro país do mundo a própria autoridade de doping nacional vai prejudicar e atrapalhar o repouso e descanso da sua Selecção?!?!?!)
Pelos vistos, CQ disse: "vai afzer controlos pa ---- da tua mãe". Mal criado? Sim. Falta de elegância? Sim.

Mas... impediu o controlo?! NÃO! ÓBVIO QUE NÃO!

Mais: então a pena nestes casos vai de uma suspensão de 2 a 4 anos. Certo?
Se a conduta de CQ se enquadra nesse caso ele terá que ser condenado entre 2 a 4 anos.
Mas a sentença aponta para 6 meses?
Porque há atenuantes... atenuantes de quê?
Mas está tudo doido? Ou é ou não é? Nunca vi em Direito (sou advogado) uma sentença que pode ir de Y a Z, condenar em X.

Este processo está cheio de ilegalidades/irregularidades.
Só não vê quem não quer.
Abraços, amigos!
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Queiroz quebra silêncio
Nunca tenho duvidas e raramente me engano e por isso já o expressei aqui mais que uma vez. Carlos Queiroz está a ser alvo de uma cabala, com interesses duvidosos, mas que deve interessar a alguém e só não sei a quem. Aliás faz lembrar o que têm feito a Sócrates. Com este tipo de gente só há uma maneira de lidar, porque não conhecem a linguagem do diálogo. A prepotência é tal que se estão nas tintas em prejudicar as pessoas ou o País. Ninguém consegue entender qual a razão porque as análises não podiam ser mais tarde, como se isso prejudicasse os resultados. Estes ditadores do eu quero posso e mando, quando lhe dão poder sentem-se os maiores, porque nunca ninguém lhes ligou nada. Afinal não estava enganado que desde o primeiro dia da sua contratação discordei que não devia ter deixado o Manchester. Até parece que estava a adivinhar o que ia acontecer.
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Queiroz deve demitir-se
Face a tudo o que tem vindo a ser noticiado, de duas uma: Ou Carlos Queiroz efectivamente teve uma actuação irregular perante a entidade anti-doping ou não teve e tudo isto não passa de uma encenação para a FPF se ver livre dele.
No primeiro caso deve demitir-se por comportamento irregular, no segundo deve demitir-se porque teimando a manter-se sem ser desejado, revela uma falta de personalidade inconciliável com o cargo em que procura manter-se à força.
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Porquê? Ver comentário
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Caro Fuas

Eu não entendi

Despedido da África do Sul com graves acusações de racismo?

Mas como? Se lá só há pretos... E quem manda são os pretos... Como pode ter sido racista num país onde quem mandam são os pretos? Foi antes dos pretos estarem a mandar?

Essa sua estória está mal contada.

Pelo que sei:

Carlos Queirós nasceu em Moçambique e aos 22 anos se mudou para a África do Sul, onde atuou como goleiro. Já como técnico, Carlos Queiroz assumiu a seleção sul-africana, conseguindo a classificação para a Copa do Mundo de 2002. Entretanto, deixou o cargo antes do início da competição.

E deixou o cargo por quê?

Jomo Sono, um dos maiores ídolos do futebol sul-africano, assumiu a seleção de seu país em março de 2002. Fundador do Jomo Cosmos, um dos principais times da África do Sul, era presidente e técnico do time até ser designado diretor de futebol da seleção. Com sua indicação, o treinador Carlos Queiroz pediu demissão do cargo.

Pois... O Carlos Queirós não gostou do Jomo Sono, e saiu. Isso é racismo? Saiu por que o Jomo era preto?
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Meter os pés pelas mãos
Já se sabia que Queiróz estava mal aconselhado: Com esta da" Justiça Governamental "mostrou, de vez, que não tem condições para ser Selecionador Nacional.
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750.000 euros na campanha Sócrates/Figo Ver comentário
Re: 750.000 euros na campanha Sócrates/Figo Ver comentário
Os processos ás costas de Queiróz Ver comentário
Deselegâncias à parte
Deselegâncias à parte e por elas o CQ já se retratou, parece não se, mesmo administrativamente, correcto julgar um cidadão duas vezes pelos mesmos factos. A intervenção da ADoP é uma coisa inadmissível depois do Conselho de Justiça se ter pronunciado, porque desta forma dois órgãos podem decidir em primeira instância sobre a mesma matéria. Mas pior que a sanção aplicada e todo este imbróglio é não ser sindicada a actuação da ADoP, que para a realização de um cnotrolo inopinado não precisa de interferir no planeamento de treino de uma equipa, no caso a Seleção Nacional. Aliás não há notícia que alguém dopado o deixe de estar só porque decorreu mais uma ou duas horas. Em Portugal prestamo-nos a estas confusões, não se compreendendo, se o assunto era assim tão grave, o motivo de não se agir imediatamente após os acontecimentos. Enquanto treinador de bancada, não apecio por aí além CQ, mas reconheço que tem uma carreira respeitável e não é bonito o que lhe estão a fazer. O homem e profissional deve ser tratado com respeito e imparcialidade, manchar, levianamente, a sua honra e dignidade é próprio de mentes mesquinhas, algo que por aí existe em quantidades industriais e em todos os setores. Depois de alguns disparates que escrevi sobre o tema, desculpas apresentadas pelo disparate de ter chamado à Covilhã a senhora mãe de Luís Horta, é tempo de deixar CQ em paz e a treinar a seleção, caso não tenha impedido ou perturbado o controlo como afirma não ter feito.
Há tanta coisa errada na entrevista de Queiroz...
... que nem sequer sei onde começo e onde acabo. Limito-me aos factos mais relevantes:

1. Quem tem competência jurisdicional em casos relacionados com doping é a Adop e não a FPF.
2. Numa primeira fase, a Adop limita-se a enviar o processo para a entidade desportiva a que se reporta o caso.
3. Se entender que a entidade desportiva não sancionou devidamente os factos, a Adop pode, numa segunda fase, avocar o processo e exercer os SEUS poderes jurisdicionais, que SEMPRE lhe pertenceram.
4. Dessa decisão existe recurso para um tribunal, o Tribunal Arbitral do Desporto, um tribunal internacional, criado pelo Comité Olímpico Internacional e que tem competência jurisdicional em matéria de doping.
5. Tal recurso é legítimo porque a decisão da Adop tem efeitos internacionais, ou seja, Queiros está supenso em Portugal, em Espanha, na Inglaterra e em todos os países sob a égide do COI.
6. O governo português não manda um chavelho no TAD.
7. A Adop tem competências disciplinares próprias, não havendo ingerência da secretaria de Estado nas decisões daquela.

Carlos Queiros é um indivíduo bem falante cujo discurso, espremido, vale zero. Se tivesse um pingo de honra, deixava de se armar em mártir, lutava pelos seus direitos em sede própria, demitia-se do cargo de seleccionador em defesa dos interesses da selecção e apresentava desculpas pessoais ao Luís Horta e aos médicos do controle que mais não fizeram do que o trabalho para que são pagos.
Re: Há tanta coisa errada na entrevista de Queiroz Ver comentário
Essa não é a lógica deles

Caro rodsurfer

A lógica desses burocratas é apenas uma complicar e complicar.

Para que simplificar se podem complicar?
Honra
De todos os comentários que li, e não foram todos, ninguém tocou num ponto fundamental.
Quanto a mim o principal nisto tudo é, como é possivel que num estado supostamente democrático um cidadão é julgado e condenado sem se poder defender, só recorrendo para um tribunal internacional é que pode fazer a sua defesa?
Gostava de saber se qualquer um dos comentadores se estivesse na mesma situação, se iriam deixar de lutar pelos seus direitos, sejam eles de honra ou financeiros, para o caso é o que menos interessa.
Sou suspeito, já que sou um adepto de Queiroz, e apesar de achar que nem tudo esteve bem na África Sul, continuo a achar que é o homem certo no lugar certo, apesar de ter quase a certeza que não vai continuar no cargo.
Re: Honra Ver comentário
Re: Honra Ver comentário
Mais do mesmo
A estratégia da vitimização. Nas entrevistas, este cómico "professor" não teme jogar ao ataque. Mesmo quando as circunstâncias exigiriam que fosse sóbrio e cauteloso nas palavras.
Enfim. É pena que este cromo ainda não tivesse entendido que é parte do problema. Toda e qualquer solução, que se traduza na estabilidade e tranquilidade do grupo de trabalho, passa precisamente pela sua demissão.
Mas contrariamente ao que tem apregoado aos sete ventos, o dinheirinho fala mais alto.
Também o Madaíl devia ser corrido por indecente e má figura, pois não cabia na cabeça de ninguém ir buscar um tipo sem passado, caríssimo (porque não presta para nada) e que se limitava no Manchester a carregar sacos de bolas e pin's para os treinos. Grande borrada fez o Madaíl. Mas se calhar, também lhe coube uma comissãozinha da ordem.
Re: Dualidade de Critérios Ver comentário
Dualidade de Critérios Ver comentário
Re: Dualidade de Critérios Ver comentário
....ADOP.
...ou a verdade da mentira.
Carlos Queiróz assume que não esteve bem, na reação à presença dos doutos senhores do/da ADOP.
...que só se lembrou de despoletar o caso depois de o Mundial terminar...dois meses depois.
O Dr.(?) Laurentino, só não demite estes gaijos, porque é conivente no assunto, devia demitir-se, ele sim.
Os intervenientes de Saltilho, tambem já deviam de estar na prateleira à muito.
Em que outro Pais do Mundo, se viu a Brigada anti doping ser a primeira a destabilizar os jogadores do seu Pais.
Vergonha é que se pede a esta gente, porque até agora só se viu a falta dela...da vergonha.
se ja sabe....
AMIGO NAO EMPATA AMIGO,HA GENTE NA FILA,E A FILA ANDA....
isto tudo...
porque não se podia acordar os meninos às 8 da manhã, para fazerem o controlo, pois podia ser prejudicial ao seu rendimento?
oh valha-me deus, tirem-me deste filme!
se calhar é por causa destas "preocupações" que eles quando jogam parecem andar todos a dormir em campo.

CÓBÓIS & Cia ... Ver comentário
a velhice é um posto
Queirós entrou a matar sobre Amândio de Carvalho seguido prontamente pelo lacaio dos caracóis que tem um programa semanal de monólogos sobre a verdade desportiva.
Um chamou-lhe polvo (que agora sabemos que é nuvem)o outro interrogava-se como era possível alguem estar á frente da FPF há quase trinta anos.
Surpresa das surpresas!!quando se esperava que o ataque massivo a Amândio de Carvalho se intenssificasse,Queirós meteu o rabinho entre as pernas balbuciando apenas um inaudível beu beu beu.
→É por estas e por outras que o Queirós não me convence quando diz que não é o dinheiro que o move.Queirós sabe perfeitamente o peso que Amândio de Carvalho tem na FPF e senão sabia ficou a saber.
Queirós,que de parvinho não tem nada,apercebeu-se a tempo (será?)da asneirada que tinha acabado de cometer e resolveu fazer marcha atrás sob pena de vir para o olho da rua sem um tusto(se é que a cama já não está feita).

Mas o mais engraçado é que passado o temporal ainda os vamos encontrar a todos numa mariscada como se nada se tivesse passado;é o que acontece quando há dinheiro para distribuir por todos.
...ou não se lembram do Pinto da Costa e do Major que em publico insultavam-se mutuamente e em privado ofereciam relogios um ao outro.
Uma dúvida Ver comentário
Re: Uma dúvida Ver comentário
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