Já se escreveu e disse tudo sobre o episódio da bandeira monárquica na CM de Lisboa. Aliás, consta que os nossos aparelhísticos Henrique Burnay e Nuno Miguel guedes por lá também andaram.
Esses assuntos são todos da maior importância. Não tenho simpatia pela causa monárquica já que não permite a ascenção profissional e pessoal de um Obama a Chefe de Estado - que me parece profundamente inspiradora. Acresce ainda uma razão estética: tanta consanguinidade não faz muito pela beleza das reais famílias.
Diz-se que o 31 da Armada é um "grupo de jovens". Creio que eles gostam de ser considerados "jovens", mas a maioria já tem filhos e abeira-se dos quarenta. Alguns são jornalistas, assessores, ligados aos media. Dominam as técnicas de comunição e marketing. A verdade, é que conceberam um evento on line e executaram-no, e desse ponto de vista, foi um sucesso - tal foi a repercussão que teve.
Muita gente ficou abespinhada. O real motivo parece-me ser este: houve um evento fabricado na blogosfera. Um blog, o 31 da Armada, criou um fenómeno mediático. Aliás, o fenómeno nem sequer é novo. Lembram-se dos vídeos pró e contra a despenalização do aborto?
A blogosfera tem defeitos, mas tem esta característa: não precisa de intermediários, nem de edição, não precisa de "boas vontades", nem de "jeitinhos".
A blogosfera dá opinião, mesmo quando ninguém lha pede. É por isso que tante gente tem medo dela.