25 de maio de 2013 às 10:40
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Quando os poderosos são ameaçados a Europa já reage

O comentário de Isabel Vicente, jornalista do Expresso, no Jornal de Economia da SIC. Em análise inspeções às agências de rating, cimeira europeia e desigualdes sociais em Portugal.



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Quando os poderosos são ameaçados Europa já reage
Como é que as laranjas podres, por mais que tenham a laranjada azeda e diarreia conseguem explicar que a culpa afinal não pertence na totalidade a Sócrates. É claro que já deu para compreender que a questão é outra, ou seja tentar fazer cortina de fumo para esquecer o BPN. Por mais que tentem não podem desmentir que se trata da maior fraude que já existiu em Portugal e cujos actores pertencem todos à laranjada.

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Os poderosos estão a ser ameaçados? Não é ainda bem isso que está a acontecer.
im´
O mais importante é a analista ter referido que a tendência de redução do fosso entre ricos e pobres que se verificou nos últimos anos corre o risco de ser contrariada com a atual política de austeridade, que descura deliberadamente as políticas sociais. Bem sei que estamos em tempo de vacas magras, mas tenho a convicção de que com mais esforço e imaginação, aliados a uma maior preocupação de justiça social, seria possível fazer mais e melhor. Só para dar um exemplo, por que não tomar como referência o sistema de pensões de reforma utilizado em países como a Suíça, cuja amplitude entre os limites mínimo e máximo é incomparavelmente menor do que em Portugal? Ainda hoje Bagão Félix dizia que em 30 anos vai haver um corte de 27% no valor das pensões de reforma. Porém, isto só acontece porque os analistas se limitam a fazer contas sem olharem para os fatores que estão por detrás desta realidade, como é o caso do valor exorbitante de algumas pensões que tornam o sistema insustentável. Tratando-se de uma situação de emergência nacional, os direitos adquiridos teriam de ceder perante a sustentabilidade do sistema, pelo que os atuais beneficiários também poderiam vir a ser atingidos por via da retroatividade da lei. Porém, se este cenário viesse a figurar na lei do orçamento, com certeza que o Presidente da República não hesitaria em pedir a fiscalização preventiva da constitucionalidade de tal medida.
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