Quais serão as maiores economias do Mundo daqui a cinco anos?
Os números do Fundo Monetário Internacional não deixam grandes dúvidas sobre a ascensão dos '"outros", como lhes chamou o jornalista e comentador norte-americano de origem indiana, Fareed Zakaria. Os outros são os emergentes que ganham cada vez peso na economia mundial onde alguns dos 'velhos' gigantes parecem entretidos com outras preocupações.
Basta ver a evolução lista dos maiores produtos internos brutos (PIB) do mundo em 1990, 2000 e 2010 (em milhares de milhões de dólares):
1990
1. Zona euro: 5805 (PIB somado dos atuais 17 membros)
2. EUA: 5801
3. Japão: 3104
4. Alemanha: 1547
5. França: 1248
6. Itália: 1142
7. Reino Unido: 1018
8. Canadá: 583
9. Espanha: 520
10. Brasil: 465
(Portugal em 33º com 78 mil milhões )
2000
1. EUA: 9951
2. Zona Euro: 6268
3. Japão: 4731
4. Alemanha: 1892
5. Reino Unido: 1480
6. França: 1332
7. China: 1198
8. Itália: 1107
9. Canadá: 725
10. México: 672
(Portugal em 39º com 117 mil milhões )
2010
1. EUA: 14527
2. Zona Euro: 12156
3. China: 5930
4. Japão: 5488
5. Alemanha: 3286
6. França: 2563
7. Reino Unido: 2263
8. Brasil: 2142
9. Itália: 2061
10. Índia: 1598
(Portugal em 39º com 229 mil milhões )
A zona euro fazia 15 Chinas há duas décadas. Por alturas do nascimento da moeda única, tinha um PIB que era cinco vezes o chinês e dentro de cinco anos o dragão asiático estará colado à zona euro. Como se vê nas projeções do FMI que vão até 2017:
2017
1. EUA: 19705
2. Zona Euro: 14358
3. China: 12714
4. Japão: 6696
5. Alemanha: 3893
6. Brasil: 3268
7. França: 3198
8. Reino Unido: 2263
9. Rússia: 3106
10. Índia: 2906
(Portugal em 52º com 251 mil milhões )
É claro que, por definição, as economias emergentes crescem mais. Trata-se do normal processo de catching up. Aproveitam, entre outras coisas, as transferências de tecnologia e de capitais que, a par com mais e melhor capital humano, permitem enormes ganhos de produtividade. No caso chinês, estamos a falar de um gigante com G maiúsculo. O PIB per capita chinês é de cerca de um décimo do norte-americano. Basta chegar a um terço para as duas economias ficarem lado-a-lado.
Mas isto não quer dizer que não possam haver algumas culpas no cartório. A Europa anda embrulhada na crise da dívida há dois anos e isso não ajuda nada a aumentar o potencial de crescimento. Pelo contrário, só destrói. Enquanto isso, vê os outros a aproximar-se a grande velocidade. Alguém se lembra da estratégia de Lisboa e da ideia de fazer da Europa a economia mais competitiva do mundo em 2020?



