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PT/TVI: Mota Amaral diz que terminou missão de "consciência tranquila"

"Quanto à questão das escutas a comissão parlamentar de inquérito procedeu bem e eu pude terminar a missão com o melhor prémio: consciência tranquila", afirmou Mota Amaral.

17:17 Quarta feira, 14 de julho de 2010

O presidente da comissão de inquérito à atuação do Governo na tentativa de compra da TVI, Mota Amaral, disse hoje ter terminado a sua "missão" com a "consciência tranquila", considerando que se procedeu bem na questão das escutas.

"Quanto à questão das escutas a comissão parlamentar de inquérito procedeu bem e eu pude terminar a missão com o melhor prémio: consciência tranquila", afirmou o deputado do PSD João Bosco Mota Amaral, numa intervenção no plenário da Assembleia da República apenas aplaudida pelos deputados socialistas.

Na discussão em plenário do relatório da comissão de inquérito à atuação do Governo na tentativa de compra da TVI, que concluiu que o primeiro ministro e o Executivo "tinham conhecimento" do negócio, Mota Amaral recuperou a "confusão" gerada em torno da utilização das "famosas escutas", lembrando a decisão de "não utilizar diretamente os resumos de escutas telefónicas recebidos, nem nos trabalhos da comissão, nem no relatório final".

Escutas proibidas 


"A ninguém foi proibido o acesso às famosas escutas, mas apenas a utilização direta do seu conteúdo pela comissão de inquérito", recordou.

Em jeito de justificação desta decisão, Mota Amaral citou a Constituição, que só permite a violação do sigilo da correspondência e das comunicações em processos-crime.

Este preceito da Lei Fundamental, notou, "exclui em absoluto os inquéritos parlamentares, porque os inquéritos parlamentares visam apurar responsabilidades políticas e não investigam e punem crimes, função do Estado constitucionalmente atribuída ao poder judicial".

A este propósito, e já depois de ter merecido os aplausos da bancada socialista, o deputado do PSD fez mesmo questão de lembrar que tais preceitos constam da Constituição desde a sua redação inicial e são "preceitos transcritos palavra por palavra do projeto de Constituição apresentado pelo PPD".

Conclusões dos partidos 


Antes da intervenção de Mota Amaral, e depois do relator do relatório da comissão de inquérito, o deputado do BE João Semedo, ter resumido as conclusões aprovadas, os grupos parlamentares tinham recuperado as suas impressões sobre as mesmas.

Pelo PS, o deputado Ricardo Rodrigues, que terminou a sua intervenção com elogios à forma como Mota Amaral conduziu os trabalhos da comissão, insistiu nas duras críticas ao relatório que mereceu apenas os votos contra do PS, reiterando que toda a sua construção foi "insidiosa" e em vários aspetos "revela o intuito de fornecer um enquadramento manipulado e orientado para tornar credível uma tese a que faltam, manifesta e cabalmente, factos
e provas de sustentação".

Em oposição a esta leitura, o deputado do PSD Pedro Duarte lamentou apenas que se tenha ficado pelas "meias verdades", apesar de os trabalhos da comissão permitirem "provar inequivocamente o carácter obscuro da natureza do negócio" da compra da TVI por parte da PT.

"Decorreu uma operação com motivações políticas para o controlo de um órgão de comunicação social e o primeiro ministro teve conhecimento", corroborou o deputado do PCP João Oliveira.

A deputada do CDS-PP Cecília Meireles disse ainda esperar que a comissão de inquérito parlamentar sirva para que o primeiro ministro e todos os futuros chefes de Governo "pensem duas vezes" antes de tentarem interferir num órgão de comunicação social.

"O trabalho da comissão e as suas conclusões valem não apenas pelos factos que apuraram e as responsabilidades que identificaram, mas também porque constituem para o futuro um travão aos impulsos do poder político e dos grupos económicos para controlar e domesticar a comunicação social", acrescentou o líder parlamentar do BE, José Manuel Pureza.

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Ex mo Sr
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:12 | Quarta feira, 14 de julho de 2010
Ainda não há medicamento para essa patologia!
 
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ABERRAÇÃO!
tocaafalar (seguir utilizador), 2 pontos , 18:21 | Quarta feira, 14 de julho de 2010
Se Mota Amaral não tinha a consciência tranquila, porque aceitou que as Escutas fossem requeridas e consultadas pela comissão de inquérito?
Não cheira a que há aqui uma aberração no que se refere a intranquilidade?
 
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O Peixeco Pereira é que ficou entalado...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 22:29 | Quarta feira, 14 de julho de 2010
aukisruxego...
 
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Os homens de consciência tranquila
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 23:50 | Quarta feira, 14 de julho de 2010
Nem vou discutir o assunto, vim aqui, só para expôr uma dúvida:

Alguma vez, "alguém" que faça parte de um dos Poderes. Um qualquer. Declarou que sentia a consciência pesada, ou que tinha problemas de consciência? Não.

Têm sempre uma consciência "pura". O pecado mora sempre ao lado.

Nisto estamos "bem servidos"

PS. Se um dos comentadores souber de alguém, agradeço que me informe.
 
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Tranquilo
rumoaofuturo (seguir utilizador), 1 ponto , 23:37 | Quarta feira, 14 de julho de 2010
Com a calma que lhe conhece conseguiu evitar que se conhece-se toda a verdade. Ingrato papel que o PSD lhe atribuiu.
 
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Toda a verdade
miguel30 (seguir utilizador), 1 ponto , 3:29 | Quinta feira, 15 de julho de 2010
Desde o principio...a sério, quem não sabia como iria acabar? Mais um wanna be como foi a licenciatura, as casas que o homem fez não sei onde.

Ganhamos = 0
Perdemos = 42345132414234523423€ para ouvir trocadilhos.

e o povo fica feliz como nos comentários em cima

Bravo!

P.S. ganhamos um P-Pereira como o novo D. Sebastião, um dia ele vai contar a verdade, mais um livro.

*sigh*
 
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Os verdadeiros miseráveis (1/3)
ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 11:03 | Quinta feira, 15 de julho de 2010
As gentes de direita de tão incompetentes que são apenas tentam ascender ao poder com base em esquemas manhosos, rumores, boatos e acusações infundadas contra os seus opositores. Mesmo não tendo a capacidade de apresentar provas conclusivas que condenem peremptoriamente os seus inimigos insistem em manipular a opinião pública, através dos órgãos de comunicação social que dominam, de modo a deturpar a realidade com vista ao sequestro de votos às camadas mais incautas e ingénuas da população.

Sem dúvida que são os verdadeiros inimigos do nosso estado de direito. Perderam as últimas eleições legislativas e não aceitam essa realidade nem querem respeitar a decisão da maioria. Há 7 meses que se encontram em campanha contra o governo que foi legitimamente eleito em vez que aceitarem as regras do jogo. São tiranos disfarçados de cordeiros que intoxicam a opinião pública com notícias hiper-tendenciosas. O tiro ainda vos irá sair pela culatra pois como costuma dizer um dos participantes deste fórum o povo português já não é totalmente inculto e começa a aperceber-se das vossas tácticas vergonhosas. Só conseguem "trabalhar" assim "miseráveis". Honestidade é palavra cujo significado desconhecem apesar de muitos de vós afirmarem serem fervorosos católicos praticantes.
 
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    Os verdadeiros miseráveis (2/3)    Ver comentário
ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 11:03 | Quinta feira, 15 de julho de 2010
    Os verdadeiros miseráveis (3/3)    Ver comentário
ESPADA DE DAMOCLES (seguir utilizador), 1 ponto , 11:04 | Quinta feira, 15 de julho de 2010
UM PAÍS AOS PEDAÇOS
santo e peca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:26 | Quinta feira, 15 de julho de 2010
O Sr João Bosco (notem bem, nome de santo) Mota Amaral, distinto persona substantiva do que é o poder em Portugal, diz que tem consciência (o que me deixa descansado) e que esta está tranquila (o que me deixa preocupado) porque uma consciência é um conceito, tranquíla significa que está a dormir, o que é mau.
Assim ficamos a saber que o Joâo Bosco, defende antes de mais que a política é um exercício público do faz de conta e que mesmo nas situações em que a Justiça (essa amante cara, feia, negra, imperial, majestática, incompetente e inoperante com quem os políticos gostam de brincar à nossa custa) diz que "façam favor, utilizem alguma coisa nossa para apurar uma verdade qualquer" os políticos devem ter pudor e vergarem-se à suposta separação dos poderes.
Louvado seja este querido País, gerido por virgens implutas e vestais-oráculo, através do qual todos os políticos vêem o futuro, mas são incapazes de nos dizer.
 
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