O PSD já tem o seu plano de Governo delineado se vencer as eleições antecipadas. Entre várias alterações Pedro Passos Coelho pretende subir o IVA de 23% para 24% ou 25% para compensar a não redução das reformas mais baixas, noticia o 'Correio da Manhã'.
Passos quer reduzir o executivo para 10 a 11 ministérios, assim como menos assessores, adjuntos e funcionários dos gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado.
Está também prevista a fusão do ministério da Justiça e da Administração Interna, como já acontece em alguns países da Europa, não só por uma redução da despesa, mas por questões estratégicas.
"Com um novo Governo saído de eleições será possível apresentar, quer aos mercados, quer aos nossos parceiros europeus, uma estratégia de médio longo prazo que, finalmente, enfrente os problemas, vá à raiz dos problemas, e que não se limite de meio em meio ano a pedir sacrifícios redobrados aos portugueses sem que estes vejam forma de encontrar uma esperança ou uma saída para a crise", afirmou ontem Passos Coelho na sede nacional do PSD, em Lisboa, depois de Sócrates ter anunciado a sua demissão.
Subir impostos é hipótese
Também o porta-voz dos sociais-democratas, Miguel Relvas, afirmou hoje à Lusa que, a ser necessário, o PSD só admitiria mexer em impostos sobre o consumo, excluindo mexer em impostos sobre o rendimentos e nas pensões e reformas.
Numa declaração à agência Lusa, Miguel Relvas começou por afirmar que "ninguém pode, sem conhecer a verdadeira situação financeira, garantir que não mexe em impostos".
"Mas, a ser necessário, só consideraríamos mexer em impostos sobre o consumo e não nos impostos sobre o rendimento das pessoas e nem nas pensões e reformas dos sectores mais degradados e carenciados, como previa o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) do PS", acrescentou o porta-voz e secretário-geral do PSD.
"O combate ao défice não pode ser feito com medidas de impacto sobre os mais desfavorecidos do nosso país", defendeu.