A disponibilidade do PSD para negociar com o Governo a viabilização do Orçamento de Estado não admite recuos em algumas propostas sociais-democratas que o PS considera onerarem a despesa pública.
O fim do Pagamento Especial por Conta (PEC) é uma delas e José Pedro Aguiar Branco deixará isso claro, hoje, no Parlamento: "Não será com o voto favorável do PSD que em 2010 haverá PEC".
A direcção do PSD reconhece que algumas das medidas que defende - como o aumento do subsídio de desemprego ou o fim do PEC - têm impacto na despesa. Mas argumenta que nestes casos isso se justifica, por estarem em causa apoios indutores de uma melhoria da situação económica das empresas e da situação social das famílias.
O líder parlamentar do PSD divulga hoje as condições que colocou ao Governo, por carta, para viabilizar o Orçamento de Estado para 2010. Como o Expresso divulgou, os sociais-democratas exigem a José Sócrates um programa de médio prazo - que tenha como horizonte a legislatura - para controlar o défice e a dívida pública.