O PSD-Madeira lamentou hoje, em reação às declarações recentes do procurador-geral da República (PGR), que este não tenha aberto um processo-crime contra o ex-primeiro-ministro José Sócrates, à semelhança do que sucedeu com a Região Autónoma.
O PGR disse quarta-feira que, ao mandar abrir um inquérito-crime ao caso da ocultação de dívidas públicas da Madeira, a investigação "não é contra ninguém", mas para "apurar eventuais ilícitos penais". Fernando Pinto Monteiro precisou que se trata de um inquérito-crime contra quem for apurado que cometeu ilícitos.
"Lamentamos, porém, a ausência de um procedimento similar em relação ao governo cessante de José Sócrates e às 'crateras' que diariamente toda a comunicação social vem anunciando", afirma o PSD-M, em comunicado.
"Não queremos acreditar que a indigitação do senhor procurador-geral da República por José Sócrates e pelo PS esteja a limitar tal procedimento"
"Não queremos acreditar que a indigitação do senhor procurador-geral da República por José Sócrates e pelo PS esteja a limitar tal procedimento", acrescenta-se ainda na nota.
O PSD-M refere ainda que a Assembleia Legislativa da Madeira "sempre aprovou com maioria absoluta as contas" da região e não detetou "qualquer irregularidade financeira".
O PSD teve sempre maioria absoluta na Assembleia Legislativa Regional.