26/05/2012 atualizado às 20:05
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Explicações de Teixeira dos Santos e Constâncio

PSD faz "última tentativa"

Menezes insiste na urgência das explicações sobre o caso BCP e diz que agendamento potestativo é "última tentativa" antes avançar com um inquérito parlamentar.

16:27 Domingo, 13 de janeiro de 2008
Líder do PSD quer obrigar Constâncio e Teixeira dos Santos a irem rapidamente ao Parlamento
Líder do PSD quer obrigar Constâncio e Teixeira dos Santos a irem rapidamente ao Parlamento
Luiz Carvalho/Expresso

Luís Filipe Menezes afirmou hoje que o agendamento potestativo das audiências parlamentares com o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal será a "ultima tentativa" antes do PSD avançar com um pedido de inquérito parlamentar.  
      
"Não é isso que queremos, mas estamos disponíveis para pedir um inquérito parlamentar. Este agendamento potestativo é a ultima tentativa para obrigar o ministro das Finanças e o governador do Banco de Portugal a irem com rapidez, ainda esta semana, ao Parlamento", frisou.  
      
O líder do PSD, que falava aos jornalistas em Gaia, recordou que o seu partido solicitou a 21 de Dezembro a audição parlamentar de Vítor Constâncio, governador do banco central, e de Teixeira dos Santos, actual ministro das Finanças, na qualidade de ex-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).  
      
"Acontece que, de forma evidente, o governador do Banco de Portugal e o ministro das Finanças não estão a querer esclarecer o que precisa de ser esclarecido e com a brevidade necessária", salientou.  
      
Menezes considerou que o PSD "tem sido tolerante", mas afirmou que "um mês e alguns dias para uma entidade pública ir ao Parlamento é algo inédito", admitindo que esta atitude "tem a ver com deixar passar o tempo para que exista uma conjuntura em que as explicações já não sejam necessárias".  
      
"Trata-se, no entanto, de matéria estrutural do ponto de vista do funcionamento do Estado de direito e não vamos abdicar de fazer essas audições. Andamos nisto há semanas, com adiamentos sucessivos que são inaceitáveis e um grande desrespeito para com o Parlamento", afirmou.  
      
O presidente do PSD esclareceu que os social-democratas pretendem que  Vítor Constâncio e Teixeira dos Santos esclareçam se "os factos que levaram a este movimento que suscitou alterações profundas no sistema financeiro português eram ou não conhecidos das entidades que fiscalizam o sistema há três ou quatro anos atrás".  
      
"Se eram, queremos saber porque houve agora uma intervenção, aparentemente para favorecer um determinado tipo de soluções, e não houve a mesma atitude há três ou quatro anos atrás", acrescentou.  
      
Para Menezes, "teria sido bem interessante que estes esclarecimentos fossem dados antes do dia 15 (data da Assembleia Geral do BCP), seria um acto de grande transparência".  
      
"Olhando para este comportamento e para o ar comprometido com quem algumas figuras apareceram nos últimos dias, parece que não há vontade de esclarecer", concluiu Menezes. 

Lusa
Palavras-chave  Economia
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o ar comprometido
NunoFigo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:24 | Segunda feira, 14 de janeiro de 2008
Ena, obrigado oh Luis por nos protegeres dessa malta que por aí anda com "ar comprometido".
Eu cá na minha abria já um inquérito parlamentar por "ar de comprometimento"!
Grande Luis. Estávamos com saudades de uma boa luta política à bruta. É pena não poderes estar no parlamento, senão até podias levar umas sardinhas num alguidar e fazer uma alegre peixeirada.

Chiça penico, mas alguém ouve estes gajos? Quem tem de ser levado à barra é a empresa de auditoria que andou a validar as contas e a operação destes bancos e suas administrações!

Querem sangue? Atirem-se às auditoras! Os resultados são auditados e aldrabados com uma impunidade absurda.

Ou se querem lixar o Constâncio, ao menos atirem-se ao homem com argumentos de jeito. Perguntem-lhe porque é que o Banco de Portugal deixa os bancos e seguros fazerem publicidade enganosa, práticas monopolistas/cartelistas, pactos leoninos e o diabo a 4!

A poupança está de rastos, o investimento anda por baixo, os indíces de confiança nas ruas da amargura e TODOS os bancos têm lucros megalómanos? Como é que o aparelho financeiro se continua a encher, ano após ano, em tempo de vacas magras? Como é que é possível que os bancos dominem TODAS as nossas empresas privadas?

Sinceramente estou-me a borrifar para um ou outro gamanço destes amigos para amigos ou enteados... eu quero é que vão atrás do constante roubo que as nossas instituições financeiras perpetuam contra o Zé Povinho!

Mas se calhar o PSD já não tem tanta vontade de falar nisso...
 
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