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PSD "compreende" promulgação do Estatuto do Aluno

Partido respeita decisão do Presidente da República de promulgar o Estatuto do Aluno, mas reiteram que o diploma foi "uma oportunidade perdida".   

Lsua
21:13 Quarta feira, 25 de agosto de 2010

O deputado do PSD Pedro Duarte afirmou hoje que os sociais democratas respeitam e compreendem a decisão do Presidente da República de promulgar o Estatuto do Aluno , mas reiteram que o diploma foi "uma oportunidade perdida". 

"Nós respeitamos a decisão do senhor Presidente da República e, mais do que isso, compreendemo-la, porque as últimas alterações ao estatuto do aluno acabaram com algumas aberrações que tinha sido criadas pelo Governo do engenheiro Sócrates na anterior legislatura", afirmou Pedro Duarte à Lusa. 

O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou o Estatuto do Aluno, que acaba com as provas de recuperação e volta a distinguir faltas justificadas e injustificadas. 

Nova versão com voto contra dos Verdes


A nova versão do Estatuto do Aluno foi aprovada no Parlamento em votação final global a 22 de julho, com os votos favoráveis de PS e CDS-PP. PSD, PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes votaram contra. 

Para os sociais democratas, o estatuto do aluno saldou-se numa "oportunidade perdida". 

"Podíamos ter ido muito mais longe. Esta podia ter sido uma oportunidade de pôr alguma ordem no nosso sistema de ensino, que bem dela necessita", argumentou Pedro Duarte. 

O deputado referiu as duas propostas do PSD para o "reforço da autoridade dos professores" e para a "criação de equipas multidisciplinares para apoio a alunos com necessidades específicas" que foram inviabilizadas pelo PS e CDS-PP. 

Recuperada distinção de faltas justificadas e injustificadas


O novo diploma acaba com as provas de recuperação, realizadas pelos alunos com excesso de faltas, independentemente da sua natureza, um mecanismo introduzido pelo anterior Governo com o apoio da então maioria socialista.

É recuperada a distinção entre faltas justificadas e injustificadas e são reduzidos os prazos dos procedimentos disciplinares, alterações propostas por todos os partidos, incluindo os que vão votar contra, e pelo próprio Governo, que também tinha apresentado propostas nesse sentido. 

O Estatuto do Aluno determina ainda que o "incumprimento reiterado" do dever de assiduidade determina "a retenção" do aluno. 


      
 
     
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Compreende-se sob reserva
CãodaRosa (seguir utilizador), 2 pontos , 21:36 | Quarta feira, 25 de agosto de 2010
A compreensão laranja é sob reserva, ou seja, foi promulgado, podia não ser, não devia ter sido, mas como Cavaco promulgou, assim seja.
 
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Preferiam o outro?
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 0:31 | Quinta feira, 26 de agosto de 2010
Quando o PSD está contra a aprovação deste estatuto do aluno, está no fundo a dizer que era preferível o anterior estatuto (aprovado unicamente com os votos socialistas). A não aprovação do estatuto teria como consequência, a manutenção do anterior, e tendo sucesso no seu voto, era o que o PSD teria tido. A leitura política é muito clara: o PSD estava a favor do anterior... a ponto de o preferir a este. Querer votar contra porque não foi suficientemente longe, é areia para os olhos, a não ser que o PSD esteja realmente acreditando que quanto pior melhor (e nesse caso, quem o quer para governar?).

É engraçado. Finalmente percebi a ideia do sistema que estava em vigor. Para efeitos de conhecimento, é indiferente se o aluno faltou justificadamente ou não, e logo faz sentido que haja provas de recuperação, para ver se as faltas não prejudicaram os conhecimentos que ele tinha que ter. Faz sentido. O novo estatuto recupera a diferenciação das faltas, dividindo os alunos naqueles que as sabem justificar e aqueles que não, eliminando a prova. Não concordo. Mas também sei que o sistema não funcionava bem, com alunos com faltas a atacado. Vejo as notícias sobre o anterior estatuto e todos os ataques que sofreu. Vejo também que o PS foi sensível à experiência no terreno a ponto de alterar de novo o estatuto. O que não vejo é as oposições (à excepção do CDS-PP) a serem coerentes com o que defendiam, votando contra um estatuto onde muitas das suas propostas estão lá. Preferiam o outro?
 
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